O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a gerar repercussão internacional ao abordar a Groenlândia em seu discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça, nesta quarta-feira (21).
Trump afirmou que a ilha, localizada entre os EUA, Rússia e China, possui relevância estratégica direta e recursos naturais valiosos, como minerais e elementos de terras raras.
Segundo o presidente, a decisão norte-americana de “devolver a Groenlândia à Dinamarca” após a Segunda Guerra Mundial foi “estúpida”, e ele classificou o país europeu como “ingrato”.
Trump reforçou que somente os EUA estariam aptos a garantir a segurança do território, lembrando da intervenção militar americana no século XX e da instalação de bases estratégicas na região.
Durante o discurso, Trump mencionou a possibilidade de compra da Groenlândia, sem descartar o uso da força caso fosse necessário. As declarações aumentaram a tensão diplomática, uma vez que a ilha é território do Reino da Dinamarca, vinculada à União Europeia e à OTAN.
Nos últimos meses, oito países europeus — Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia — reforçaram presença militar na Groenlândia durante o exercício “Arctic Endurance”, com cerca de 30 militares.
Em resposta, Trump anunciou tarifas de 10% sobre produtos desses países a partir de 1º de fevereiro, com aumento para 25% previsto para 1º de junho. As nações afetadas contestaram a medida e afirmaram que a operação militar não representava ameaça, prometendo resposta coordenada à política tarifária americana.
O episódio evidencia a crescente disputa pelo Ártico, envolvendo interesses estratégicos, militares e econômicos, consolidando a Groenlândia como um ponto central de tensão geopolítica entre os Estados Unidos e seus aliados europeus.
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