Israel e Estados Unidos estariam discutindo a possibilidade de retomar operações militares contra o Irã, em meio à preocupação com a capacidade de Teerã de reconstruir seu arsenal de mísseis e drones. A informação foi divulgada no sábado (10) pelo Canal 13, da televisão israelense, que citou uma autoridade de alto escalão da área de segurança.
De acordo com a emissora, o presidente americano, Donald Trump, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, tiveram recentemente uma conversa considerada urgente sobre a situação iraniana e os possíveis desdobramentos militares na região.
Apesar das discussões, fontes ouvidas pelo canal afirmaram que nenhuma decisão definitiva foi tomada sobre uma nova ofensiva.
Israel avalia três cenários militares
Segundo a reportagem, as Forças de Defesa de Israel trabalham com três possibilidades diante de uma eventual escalada das tensões com o Irã.
A primeira seria uma operação conduzida exclusivamente pelas forças israelenses. A segunda envolveria uma ação militar conjunta com os Estados Unidos. A terceira prevê uma resposta a possíveis lançamentos de mísseis ou outros ataques iranianos contra território israelense.
O planejamento de diferentes cenários não significa que uma ofensiva tenha sido autorizada. Trata-se de alternativas consideradas pelas autoridades militares enquanto os governos avaliam os riscos de uma nova confrontação.
Ainda conforme o Canal 13, Netanyahu teria demonstrado resistência à realização de uma operação antes das eleições, embora a reportagem não tenha apresentado detalhes suficientes para esclarecer todos os fatores políticos envolvidos nessa avaliação.
Conversa entre Trump e Netanyahu aumenta atenção sobre o conflito
O contato entre os dois líderes ocorre em um momento de incerteza sobre os próximos passos da política militar americana e israelense em relação ao Irã.
Washington e Tel Aviv mantêm preocupações com os programas militares iranianos, especialmente a produção de mísseis e drones capazes de atingir alvos na região.
Uma nova ofensiva poderia ampliar as tensões no Oriente Médio e provocar reações de Teerã, com possíveis consequências para países vizinhos e para a segurança das rotas comerciais e energéticas.
Até o momento, porém, as informações divulgadas não permitem afirmar que exista uma operação marcada ou que os dois governos tenham chegado a um acordo para atacar.
Irã teria preservado fábricas de mísseis e drones
Outro fator que alimenta as discussões é a capacidade militar que o Irã teria conseguido manter apesar dos ataques realizados por Israel e Estados Unidos nos últimos meses.
Em reportagem publicada na sexta-feira (9), a Bloomberg informou que Teerã preservou parte importante de sua estrutura de fabricação de mísseis e aeronaves não tripuladas.
Segundo a publicação, essa capacidade industrial permitiu ao país recompor estoques e manter a produção de armamentos, mesmo depois dos danos provocados pelas operações militares.
A avaliação indica que os ataques anteriores não eliminaram completamente a capacidade iraniana de fabricar equipamentos militares.
O alcance dessa recuperação, no entanto, não foi detalhado de forma independente nas informações disponíveis.
Risco de nova escalada preocupa a região
Uma eventual retomada dos combates poderia provocar uma resposta militar iraniana e ampliar o conflito para outras áreas do Oriente Médio.
A possibilidade de ataques e contra-ataques também aumenta a preocupação com instalações estratégicas, infraestrutura energética e rotas marítimas utilizadas pelo comércio internacional.
O Irã possui capacidade de atingir alvos a grandes distâncias por meio de mísseis e drones, enquanto Israel dispõe de sistemas de defesa aérea e recursos militares para realizar operações fora de seu território.
A participação direta dos Estados Unidos em uma nova ofensiva representaria uma ampliação significativa do envolvimento americano no confronto.
Ainda não há confirmação de nova ofensiva
Apesar das informações sobre conversas entre Trump e Netanyahu, o cenário permanece indefinido.
O Canal 13 atribuiu os detalhes a fontes da área de segurança, sem apresentar uma confirmação pública de que os governos tenham aprovado novos ataques.
A reportagem da Bloomberg também trata da capacidade militar iraniana, mas não confirma, por si só, a existência de uma decisão de Washington e Tel Aviv de retomar os bombardeios.
Os próximos desdobramentos dependerão das decisões políticas e militares dos países envolvidos, em um contexto de tensões que continuam elevadas no Oriente Médio.
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