A ampliação da participação de cidadãos na defesa nacional voltou ao centro do debate na Alemanha.
O chefe da Associação de Reservistas da Alemanha, Bastian Ernst, propôs elevar a idade máxima de atuação de 65 para 70 anos como parte de um plano para fortalecer as capacidades militares do país até 2035.
Em entrevista à MDR AKTUELL, Ernst afirmou que a população permanece ativa por mais tempo e que muitos cidadãos desejam continuar contribuindo mesmo após os 65 anos.
Segundo ele, a proposta não envolve envio para combate, mas o aproveitamento da experiência em áreas como saúde, gestão e comando.
O dirigente também criticou limitações do modelo atual, como a necessidade de autorização dos empregadores para participação em treinamentos militares.
Na avaliação dele, a regra poderia ser flexibilizada, ao menos para exercícios anuais de cerca de duas semanas, mantendo o caráter voluntário da adesão.
As sugestões fazem parte de um plano mais amplo de reestruturação do sistema de reservistas, que, segundo Ernst, deve ser acompanhado por planejamento detalhado do Ministério da Defesa da Alemanha, incluindo investimentos em infraestrutura e equipamentos.
Atualmente, não há um número exato de reservistas ativos no país. Estima-se que entre 8 e 9 milhões de pessoas já tenham servido nas Forças Armadas alemãs, enquanto cerca de 60 mil estão designados e disponíveis para mobilização imediata. A associação reúne aproximadamente 110 mil membros.
O governo alemão projeta expandir o contingente militar até 2035, com a meta de atingir pelo menos 260 mil militares na ativa e 200 mil reservistas.
Esse reforço deverá incluir participantes de um novo modelo de serviço militar, cuja base legal entrou em vigor recentemente.
O debate ocorre em meio ao aumento das tensões geopolíticas na Europa, com autoridades discutindo estratégias para ampliar a segurança e a prontidão militar do país.
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