O governo interino do Estado do Rio de Janeiro iniciou uma ampla reformulação administrativa que já é tratada nos bastidores como uma verdadeira faxina política no Palácio Guanabara.
Em poucos dias, centenas de cargos comissionados foram exonerados em diferentes áreas da estrutura estadual, atingindo setores estratégicos, núcleos de articulação política e indicações históricas de grupos aliados.
Levantamentos públicos apontam exonerações de 153 cargos ligados à Secretaria de Governo, 156 cargos vinculados à Casa Civil e ao menos 93 novos desligamentos em rodadas posteriores.
As mudanças representam mais do que reorganização administrativa. Na prática, significam redistribuição de poder dentro do estado e enfraquecimento de grupos que ocupavam espaço relevante na máquina pública.
Nomes políticos atingidos
Entre os nomes de maior repercussão já citados publicamente estão Jair Bittencourt, ex-deputado estadual com influência no interior fluminense, além de Edu Guimarães e Fernando Cezar Jorge Hackme, ligados à estrutura governamental.
Nos bastidores, interlocutores afirmam que outras indicações regionais também perderam espaço, especialmente em áreas voltadas à articulação com prefeitos e parlamentares.
Interior perde espaço
A nova configuração atinge principalmente bases políticas do interior, incluindo Norte Fluminense, Noroeste, Baixada e Região Serrana, onde cargos estratégicos costumavam ser utilizados para sustentação de alianças.
Campos dos Goytacazes, polo político tradicional do interior, também acompanha com atenção os movimentos, já que mudanças no Palácio Guanabara costumam refletir diretamente no cenário regional.
Analistas avaliam que a gestão interina tenta consolidar autonomia política, reduzir dependência de grupos antigos e reorganizar o governo com novo núcleo de comando.
O movimento também pode preparar terreno para futuras alianças eleitorais e reacomodações partidárias mirando 2026.
A expectativa no meio político é de novas exonerações, nomeações e ajustes nos próximos dias. Cada publicação no Diário Oficial passou a ser observada como termômetro do poder no estado.
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