Um tornado provocou destruição em Rio Bonito do Iguaçu, no interior do Paraná, nesta sexta-feira (7). Até o momento, foram confirmadas seis mortes e 432 feridos, segundo informações da Defesa Civil do Estado. O fenômeno também afetou outras cidades da região, como Guarapuava, causando danos a residências e à infraestrutura.
De acordo com o Governo do Paraná, as vítimas incluem cinco pessoas de Rio Bonito do Iguaçu — três homens de 49, 57 e 83 anos e duas mulheres de 47 e 14 anos — e um homem de 53 anos em Guarapuava. Há ainda um desaparecido, enquanto duas pessoas anteriormente dadas como desaparecidas já foram localizadas. 53 bombeiros permanecem na região realizando buscas e atendendo às vítimas.
Hospitais de Laranjeiras do Sul, Guarapuava e Cascavel foram mobilizados para o atendimento. Até o momento, 437 pessoas receberam atendimento médico. O Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar) enviou insumos médicos, incluindo 1.000 unidades de soro 500 ml e 1.000 unidades de ringer. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) despachou aproximadamente 10 mil unidades de materiais médicos, como ataduras, seringas, compressas e agulhas.
A Defesa Civil enviou 2.600 telhas, 1.200 cestas básicas, 565 colchões, 270 kits de higiene, 204 kits de limpeza, 150 kits dormitório e 54 bobinas de lona, mas orienta que não sejam enviadas doações neste momento, para que a distribuição seja organizada conforme as necessidades emergenciais.
O governo federal deve reconhecer ainda neste sábado (8) o estado de calamidade pública nos municípios atingidos. O reconhecimento permitirá que os prefeitos solicitem apoio formal, incluindo ajuda humanitária, desobstrução de vias e fornecimento de recursos essenciais. A medida será assinada pelo Secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff Barreiros, e publicada em edição extra do Diário Oficial da União.
Além disso, o Grupo de Apoio a Desastres (Gade) da Defesa Civil será enviado à região, com especialistas em reconstrução e ajuda humanitária, sob coordenação do ministro Waldez Góes. O presidente Lula determinou ações imediatas para atender à população afetada.
As informações sobre desalojados e desabrigados continuam sendo atualizadas, e as autoridades reforçam que os números podem mudar à medida que novos dados chegam.
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