O governo federal reconheceu neste sábado (8) o estado de calamidade pública nos municípios do Paraná atingidos por um tornado na sexta-feira (7). O fenômeno provocou destruição em Rio Bonito do Iguaçu e Guarapuava, deixando pelo menos seis mortos e 432 feridos, segundo a Defesa Civil do Estado.
Com o reconhecimento, os prefeitos podem solicitar formalmente apoio federal para lidar com a situação, incluindo ajuda humanitária, fornecimento de medicamentos, água, colchões e desobstrução de vias. Os decretos passaram a ter validade imediata após assinatura do Secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff Barreiros, e a portaria foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União.
Além disso, o Gade (Grupo de Apoio a Desastres) da Defesa Civil foi enviado à região. O grupo inclui Armin Braun, diretor do Cenad (Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres), e especialistas em reconstrução e ajuda humanitária. Os trabalhos estão coordenados pelo ministro Waldez Góes, que manteve contato com prefeitos e governadores da Região Sul. O presidente Lula determinou que todas as medidas necessárias fossem tomadas para atender à população afetada.
Segundo o Climatempo, o tornado está associado a uma frente fria que pode provocar rajadas de vento acima de 100 km/h em outros estados, como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, com possibilidade de atingir o litoral do Rio de Janeiro e do Espírito Santo no domingo (9).
Em São Paulo, a Defesa Civil emitiu alertas para várias cidades sobre fortes chuvas, ventos intensos, raios e granizo, e deve montar um gabinete de emergência neste sábado. No Rio Grande do Sul, a Defesa Civil ampliou a área de risco para ventos acima de 100 km/h, chuvas intensas e granizo, com monitoramento de possíveis tornados pelo CMDEC (Centro de Monitoramento da Defesa Civil do Estado).
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