A Polícia Civil do Rio de Janeiro desmontou uma estrutura usada para aplicar golpes bancários por meio de uma falsa central telefônica e encontrou, durante a mesma operação, uma “fazenda” clandestina de mineração de criptomoedas no Complexo do Lins, na Zona Norte da capital fluminense.
A ação ocorreu durante mais uma fase da Operação Contenção, voltada contra integrantes do Comando Vermelho e suspeitos de participação em crimes como tráfico de drogas, fraudes financeiras e movimentação ilegal de recursos.
Segundo informações divulgadas pela imprensa, a operação terminou com a prisão de dez suspeitos e a apreensão de equipamentos, drogas e outros materiais.
De acordo com a investigação, parte dos alvos atuava em um esquema conhecido como golpe da falsa central telefônica. Nesse tipo de fraude, criminosos entram em contato com a vítima se passando por funcionários de bancos ou instituições financeiras.

Eles simulam um atendimento profissional, usam linguagem semelhante à dos bancos e, em alguns casos, orientam a pessoa a ligar para um número que parece ser de uma central oficial.
A partir desse contato, os golpistas tentam convencer a vítima de que há uma compra suspeita, uma tentativa de invasão da conta ou algum problema urgente no aplicativo bancário. Com a pessoa assustada, os criminosos passam a solicitar dados pessoais, senhas, códigos de segurança ou induzem a vítima a realizar procedimentos que permitem o acesso à conta.
Com essas informações, os suspeitos conseguem fazer transferências, pagamentos, contratação de empréstimos e outras operações financeiras em nome da vítima. A estratégia se aproveita da confiança do consumidor em centrais de atendimento e da sensação de urgência criada pelos criminosos.
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes também localizaram uma estrutura clandestina de mineração de criptomoedas. A chamada “fazenda de criptomoedas” é um conjunto de computadores e equipamentos de alto desempenho ligados continuamente para resolver cálculos digitais e validar transações em redes de criptoativos, atividade conhecida como mineração.
Segundo publicações sobre a operação, a estrutura encontrada no Complexo do Lins teria dezenas de equipamentos e ligação irregular de energia elétrica. A Polícia Civil apura se a mineração era usada para gerar recursos e eventualmente lavar dinheiro ligado ao crime organizado.
Na prática, uma fazenda de criptomoedas funciona como uma central de máquinas operando 24 horas por dia. Esses equipamentos consomem muita energia e são usados para produzir ativos digitais, como bitcoins ou outras criptomoedas. Quando instalada de forma clandestina, a estrutura pode causar prejuízo à rede elétrica, aumentar riscos de incêndio e servir como fonte paralela de arrecadação para grupos criminosos.
A operação também reforça o alerta para golpes telefônicos. Bancos costumam orientar clientes a não fornecer senhas, códigos recebidos por SMS, dados completos de cartão ou informações de acesso por telefone. Em caso de dúvida, a recomendação é encerrar a ligação e procurar diretamente os canais oficiais da instituição financeira, preferencialmente pelo aplicativo, site oficial ou agência.
A Polícia Civil informou que os equipamentos encontrados foram apreendidos e a estrutura de mineração foi inutilizada. As investigações continuam para identificar outros integrantes do esquema, rastrear a origem dos equipamentos e apurar o destino do dinheiro obtido com as fraudes.
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