A piscicultura vem ganhando força no interior do estado do Rio de Janeiro, impulsionada pelo aumento do consumo de peixe e pela busca por alternativas de produção sustentável no campo.
Dados do setor indicam que a produção de peixes cultivados no estado registrou crescimento recente, alcançando cerca de 2.970 toneladas em 2024, com destaque para a tilápia, principal espécie criada, responsável por grande parte do volume produzido .
A atividade é desenvolvida majoritariamente por pequenos e médios produtores, distribuídos em diversas regiões do interior fluminense, aproveitando o potencial hídrico e as condições climáticas favoráveis para a criação em viveiros e tanques-rede .
O avanço da piscicultura também está ligado à adoção de novas tecnologias. Sistemas de recirculação de água, monitoramento da qualidade hídrica e manejo mais eficiente têm contribuído para aumentar a produtividade e reduzir impactos ambientais .
Além disso, o crescimento da demanda por proteína de origem animal mais saudável tem impulsionado o consumo de pescado, fortalecendo o mercado interno e incentivando novos investimentos no setor.
Apesar do avanço, especialistas apontam que o Rio de Janeiro ainda possui grande potencial a ser explorado. A proximidade com grandes centros consumidores, como a capital, pode favorecer a expansão da atividade e melhorar a logística de distribuição.
Outro ponto relevante é a diversificação da produção, que inclui espécies como tilápia, truta, carpa e peixes nativos, ampliando as oportunidades de mercado e agregando valor ao produto final .
Com investimentos em tecnologia, capacitação e organização da cadeia produtiva, a piscicultura tende a se consolidar como uma importante atividade econômica no interior do estado, gerando renda, empregos e fortalecendo o agronegócio fluminense.
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