O número de jovens brasileiros que se declaram sem religião tem crescido de forma contínua, refletindo uma transformação no comportamento e nas crenças das novas gerações.
Dados do Censo 2022 mostram que 9,3% da população brasileira — cerca de 16,4 milhões de pessoas — afirmam não seguir nenhuma religião, um aumento em relação aos 7,9% registrados em 2010.
Entre os jovens, o fenômeno é ainda mais evidente. A maior proporção de pessoas sem religião está na faixa entre 20 e 24 anos, chegando a 14,3%, o maior índice entre todas as idades.
Além disso, jovens entre 15 e 29 anos representam mais de 40% do total de brasileiros sem religião, indicando uma mudança geracional significativa no país.
Especialistas apontam que esse crescimento acompanha um processo de transformação cultural, marcado pela busca por autonomia individual e pelo afastamento de instituições religiosas tradicionais.
Outro fator importante é a chamada “desinstitucionalização da fé”, em que muitos indivíduos deixam de se vincular a igrejas, mas mantêm crenças ou espiritualidade próprias.
Historicamente, o avanço desse grupo é expressivo. Nas últimas décadas, o percentual de brasileiros sem religião saiu de cerca de 1,5% para os atuais 9,3%, consolidando uma tendência de pluralização religiosa no país.
O cenário também revela diferenças regionais. Estados como Rio de Janeiro apresentam índices mais elevados, enquanto outras regiões ainda mantêm maior presença de religiões tradicionais.
Para analistas, a tendência é de continuidade desse crescimento, impulsionado por fatores como acesso à informação, mudanças sociais e maior liberdade de escolha religiosa.
*Compartilhe este artigo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.










