*O ex-prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT), e o ex-governador Anthony Garotinho estão entrelaçados. Há uma aliança entre os dois na disputa sucessória, por enquanto, nos escaninhos, porque Neves tem vergonha de assumir a relação, por razões óbvias. Segundo a última pesquisa do IPEC no Rio, Garotinho é o campeão de rejeição popular, com 48% cravado na testa feito tatuagem. Se colar a imagem em qualquer pretendente, será o abraço do afogado.
*Rodrigo Neves é o candidato do PDT na sucessão, com o nome já homologado em convenção. Terá como vice o ex-presidente da OAB, Felipe Santa Cruz (PSD), afilhado do prefeito do Rio, Eduardo Paes. O concubinato político de Neves e Garotinho não foi consentido pelos aliados do PSD. Não se sabe também se tem aval do presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, que tem restrições ao perfil traiçoeiro do aliado de última hora. Trata-se de uma suruba com todos os ingredientes para terminar em confusão.
*Anthony Garotinho não será candidato a governador, conforme anunciado nos últimos dias. Sabia desde o princípio que não seria. Lançou-se para ocupar espaço midiático e conseguiu. Candidatura, já faz algum tempo, não é mais a tarefa principal de Garotinho. Nos últimos anos ele está muito mais para informante de Polícia. Segundo ele mesmo diz, foi o responsável pela prisão do ex-governador Sérgio Cabral, do ex-deputado Jorge Picciani e outros implicados na Operação Lava-Jato. Só não entregou o ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) Jonas Lopes de Carvalho, seu indicado para a Corte de Contas e visitante ilustre de sua humilde residência nas ceias de natal.
Debaixo do angu tem carne
*Não há uma viva alma em sã consciência que consiga entender a verdadeira razão da Corregedoria Tributária da Secretaria de Estado de Fazenda do Rio (Sefaz-RJ) ser ocupada por nomes completamente estranhos ao quadro de funcionários e nomeados em cargos comissionados. É algo completamente atípico entre todas as Corregedorias dos demais Estados da Federação e até mesmo no âmbito do próprio Estado do Rio, quando se observa as corregedorias das Polícias Civil e Militar.
*Essa distorção na Sefaz-RJ expõe os auditores da Receita Estadual as perseguições políticas e muitas vezes punições internas em processos eivados de vícios. O Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual do Rio de Janeiro (Sinfrerj) está denunciando essa distorção implantada por força de um decreto. Mais uma herança maldita do governo passageiro de Wilson Witzel.
Navalha afiada
*As mais recentes pesquisas para o Senado, no Rio, excluíram o nome do ex-deputado Cabo Daciolo.
*Ele está filiado ao PDT e se conseguir ter o nome homologado pode ser o azarão na disputa.
*Daciolo seria favorecido pelo racha entre André Ceciliano (PT) e Alessandro Molon (PSB) no campo da esquerda, e pela divisão também no bolsonarismo, com as candidaturas de Romário (PL) e Clarissa Garotinho (UB).
*No PDT Daciolo disputa a vaga com o Babalawô Ivanir dos Santos.
*Coluna Publicada originalmente na versão impressa do Jornal Diário da Guanabara.











