No dia 9 de julho foi a data que marcou o Dia Nacional de Alerta da Insuficiência Cardíaca, doença popularmente conhecida como “coração fraco”, que ocorre quando o coração não consegue bombear ou encher-se de sangue adequadamente.
A deficiência é também conhecida como cardiopatia, doença que atinge cerca de três milhões de brasileiros e apresenta sintomas como batimentos cardíacos acelerados, falta de ar, fadiga e pernas inchadas.
A World Heart Federation (organização não governamental com sede em Genebra), estima que a prevalência da insuficiência cardíaca aumentará 25% até 2030 e isso se deve ao aumento de fatores de risco como diabetes, obesidade e aumento da hipertensão arterial.
Para o cardiologista Alexandre Scotti, manter um estilo de vida saudável como, por exemplo, praticar exercícios e parar de fumar, diminui significativamente o risco da doença.
“Eliminar hábitos como fumar e consumir bebida alcoólica são as primeiras medidas que ajudam a evitar o problema. Além disso, ter o hábito de fazer caminhada e manter os níveis de colesterol, pressão e glicose dentro da normalidade ajuda a prevenir esse tipo de doença cardiovascular”, recomenda o coordenador da Unidade Cardiointensiva do Hospital Badim.
A insuficiência cardíaca reduz significativamente a expectativa de vida do paciente se não houver tratamento adequado, segundo o médico: “50% dos pacientes podem morrer em cerca de cinco anos após o diagnóstico da doença. A pessoa doente que tem sintoma grave ou foi internada por conta de problema cardiovascular apresenta sobrevida ainda menor, podendo ir a óbito após um ano.”
A insuficiência cardíaca é a terceira causa de internação no Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia. A compreensão da fisiopatologia e tratamento da insuficiência cardíaca passaram por grandes avanços nas últimas três décadas, através de medicações, pilares, que atuam na desmodulação neuro hormonal ocasionada pela insuficiência cardíaca. O tratamento reduz o índice de mortalidade e melhora a classe funcional, ou seja, o limiar de esforço dos pacientes acometidos.












