A dor nas costas se tornou a principal causa de afastamento do trabalho no Brasil, de acordo com dados recentes da Previdência Social. Problemas relacionados à coluna vertebral, como lombalgia e hérnia de disco, lideram os pedidos de auxílio por incapacidade temporária, superando inclusive transtornos mentais e lesões por esforço repetitivo.
Especialistas apontam que o aumento dos casos está ligado a fatores como má postura, longas jornadas sentado, trabalho remoto sem estrutura ergonômica adequada, sedentarismo e sobrecarga física. Em muitos casos, a dor começa de forma leve e evolui para quadros crônicos quando não tratada corretamente.
A lombalgia, que afeta a região inferior da coluna, é uma das queixas mais frequentes. O problema pode provocar limitação de movimentos, dificuldade para permanecer em pé ou sentado por longos períodos e impacto significativo na produtividade.
Além do impacto individual, o afastamento por dores na coluna gera reflexos econômicos importantes, tanto para empresas quanto para o sistema previdenciário. O aumento das licenças médicas pressiona os cofres públicos e evidencia a necessidade de políticas de prevenção no ambiente de trabalho.
Médicos e fisioterapeutas reforçam que medidas simples podem reduzir o risco de afastamento, como pausas regulares durante o expediente, prática de atividades físicas, fortalecimento muscular, ajuste da altura de cadeiras e monitores, além da orientação profissional ao surgirem os primeiros sintomas.
Empresas também têm investido em programas de ergonomia e qualidade de vida para diminuir o número de licenças e melhorar o bem-estar dos colaboradores.
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