O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, reconheceu que não há provas que permitam afirmar que houve fraude nas eleições de 2026. A declaração foi dada a jornalistas no Senado e contrasta com as acusações apresentadas pelo candidato derrotado à Presidência.
“O PL não pode fazer essa afirmação, nem eu posso fazer essa afirmação, porque não há provas nesse sentido”, declarou Marinho, segundo relato publicado pela Folha de S.Paulo.
O senador ressaltou que acusações dessa natureza precisam estar amparadas em evidências. Ao comentar as manifestações de Flávio Bolsonaro, afirmou interpretar as declarações como um desabafo de alguém que se considera injustiçado pelo resultado eleitoral.
Flávio Bolsonaro questionou o resultado da eleição
Após chegar aos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro divulgou uma carta na qual contestou o resultado do pleito e se apresentou inicialmente como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Em uma versão posterior da publicação, a expressão foi substituída por “líder do Brasil”.
Na carta, o senador alegou que o processo eleitoral teria sido fraudado, mas não apresentou provas que sustentassem a acusação.
A declaração de Rogério Marinho evidencia uma diferença entre o posicionamento do coordenador da campanha e as afirmações públicas de Flávio. Embora tenha descartado a possibilidade de confirmar uma fraude sem evidências, Marinho atribuiu as manifestações do candidato a um sentimento de injustiça.
Senador critica possível interferência estrangeira
Marinho também comentou a declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que não pretende se envolver no caso de Flávio Bolsonaro.
O coordenador da campanha afirmou esperar que não haja interferência externa nos assuntos políticos brasileiros. “Eu espero que não haja nenhuma intervenção no processo interno do Brasil”, disse, conforme informações da Agência Brasil.
A manifestação ocorre em meio à repercussão internacional das declarações de Flávio e às discussões sobre os desdobramentos políticos da contestação eleitoral.
PL reconheceu vitória de Lula
A declaração de Rogério Marinho também ocorre após o Partido Liberal, legenda de Flávio Bolsonaro e do próprio senador, reconhecer a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo os dados eleitorais citados na publicação original, Lula foi eleito com 51,79% dos votos, totalizando 64.256.232 votos.
Ao afirmar que não há provas que permitam sustentar uma acusação de fraude, Marinho reforçou a necessidade de apresentar evidências concretas antes de questionar formalmente a legitimidade do resultado eleitoral.
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