O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse nesta segunda-feira (09) estar “profundamente angustiado” com a decisão de Israel de impor um “cerco total” à Faixa de Gaza, cortando todo o fornecimento de eletricidade, água, alimentos e combustível.
Guterres afirmou que o bloqueio compromete ainda mais a situação humanitária na Faixa de Gaza, que já era extremamente grave antes da nova escalada do conflito entre Israel e o Movimento de Resistência Islâmica Palestina (HAMAS).
Ele instou as duas partes envolvidas no conflito a permitirem o acesso das Nações Unidas para prestar assistência humanitária urgente aos civis palestinos presos e indefesos em Gaza e também apelou à comunidade internacional para mobilizar apoio humanitário imediato.
Para Guterres, o último episódio de violência “não surge no vácuo”, mas surge em decorrência de um conflito de longa data, com uma “ocupação de 56 anos” e sem solução política à vista.
No terceiro dia após o Hamas lançar sua chamada operação “Tempestade de Al-Aqsa” contra os territórios palestinos ocupados, o ministro de Assuntos Militares, Yoav Gallant, anunciou o bloqueio total da Faixa de Gaza.
Esta decisão do regime de israelense gerou uma onda de críticas entre entidades internacionais, incluindo o diretor da Human Rights Watch (HRW) para a Palestina e os territórios ocupados, Omar Shakir, que descreveu a medida israelita como “um castigo coletivo ilegal e um crime de guerra”.
*Da Hispantv com edição da Agência Fonte Exclusiva. Compartilhe esta reportagem do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.












