Mais de oito meses após o Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro receber o mundo para a reunião do G20, a cidade volta ao protagonismo internacional ao sediar a Cúpula do Brics nos dias 6 e 7 de julho. O evento acontece sob a presidência brasileira e reúne as maiores economias do Sul Global em um fórum de articulação político-diplomática.
O que é o Brics?
O Brics é um grupo que representa países emergentes e em desenvolvimento, buscando maior influência em instituições multilaterais como ONU, FMI e Banco Mundial, além de promover iniciativas próprias como o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), conhecido como Banco do Brics. Embora não seja uma organização internacional formal, o grupo atua como um espaço de cooperação e debate sobre temas globais.
Países-membros e parceiros
Atualmente, o grupo conta com 11 países-membros: África do Sul, Arábia Saudita, Brasil, China, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia, Índia, Irã e Rússia. Além disso, há dez países-parceiros, que participam dos debates, mas não possuem poder de deliberação: Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda, Uzbequistão e Vietnã.
Origem e expansão do grupo
Criado em 2006 inicialmente por Brasil, Rússia, Índia e China, o grupo ganhou o “S” com a entrada da África do Sul em 2011. Nos últimos anos, a expansão inclui cinco países adicionais em 2024 e a Indonésia em 2025. Mais de 30 nações já manifestaram interesse em aderir ao Brics.
Importância econômica e política
Os membros do Brics representam 39% da economia mundial, 48,5% da população global e 23% do comércio internacional. Juntos, são potências em energia, com 43,6% da produção global de petróleo e 36% do gás natural, além de deterem 72% das reservas mundiais de minerais estratégicos.
Prioridades brasileiras na presidência
O Brasil tem focado em cooperação em saúde global, comércio e investimentos, combate às mudanças climáticas, governança da inteligência artificial, arquitetura multilateral de paz e segurança, além do desenvolvimento institucional do grupo.
Instituições do Brics
O Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) já aprovou 120 projetos, com US$ 39 bilhões em financiamentos para infraestrutura e sustentabilidade. Outro instrumento importante é o Arranjo Contingente de Reservas (ACR), que oferece apoio financeiro emergencial aos membros, com uma reserva de US$ 100 bilhões.
O evento no Rio de Janeiro
A Cúpula ocorre no país que ocupa a presidência rotativa do grupo — em 2025, o Brasil. O Rio foi escolhido para sediar o encontro após o Brasil realizar mais de 200 reuniões desde o início do ano. Em 2026, a presidência será da Índia, que sediará a próxima cúpula.
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