O primeiro-ministro Boris Johnson renunciou à liderança do Partido Conservador do Reino Unido nesta quinta-feira (7). A renúncia ocorre em meio a vários escândalos e após uma onda de pedidos de demissões de membros de alto escalão de seu gabinete.
Johnson permanecerá como chefe interino do governo até que uma nova pessoa seja escolhida para o cargo. Enquanto isso, novos membros do gabinete foram nomeados para substituir os que pediram exoneração.
A lista de funcionários de alto escalão que recentemente deixaram o governo, insatisfeitos com Johnson, inclui o chanceler Rishi Sunak e o secretário de Saúde Sajid Javid.
O primeiro-ministro demitiu o secretário de Nivelamento, Habitação e Comunidades, Michael Gove, na quarta-feira (5). A demissão, segundo a mídia britânica, ocorreu após ele sugerir que Johnson renunciasse a chefia do governo.
Depois de anunciar o pedido de renúncia por meio de um breve discurso, Johnson expressou gratidão à sua esposa e família “por suportar os tempos difíceis”. Ele também agradeceu aos membros do gabinete que o apoiaram, e aos eleitores britânicos que lhe confiaram a liderança do país.
Apesar de sobreviver a uma votação sem confiança no Parlamento no mês passado, Johnson e seu gabinete têm sido cada vez mais envolvidos em uma série de controvérsias.
Em maio deste ano, um inquérito interno confirmou que funcionários do governo tinham rotineiramente desrespeitado as regras de distanciamento social do Covid-19, e vários deles, incluindo o próprio Johnson, foram multados.
Na terça-feira (5), o primeiro-ministro admitiu que cometeu um “erro grave” ao nomear Chris Pincher, um funcionário encarregado de cumprir os procedimentos do governo. Pincher renunciou ao cargo no final da semana passada após alegações de má conduta sexual.
Johnson foi eleito líder do partido há três anos, meses depois que sua antecessora, Theresa May, renunciou em meio à pressão sobre suas políticas do Brexit.
Depois de assumir o cargo de primeiro-ministro em julho de 2019, ele convocou uma eleição rápida e ganhou um mandato para liderar o país em dezembro. Sua promessa de tirar definitivamente o país da UE foi a pedra angular de sua campanha.












