Em seu primeiro dia de agenda na cidade do Rio de Janeiro nesta quarta-feira (6), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeu recriar o Ministério da Cultura, pasta que foi extinta no governo Bolsonaro.
O anúncio foi feito durante encontro com sambistas na quadra da Escola de Samba Unidos da Tijuca, na Zona Norte da cidade.
O encontro faz parte da pré-campanha do ex-presidente, que chegou acompanhado do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSB).
“Tenho conversado com diferentes setores da cultura, para que a gente defina de uma vez por todas que cultura não é bico, é arte. E também é emprego. E o povo da cultura precisa de respeito”, afirmou o ex-presidente.
Encontro de Lula com o povo do samba no Rio de Janeiro https://t.co/VEIaNlVd9w
— Lula (@LulaOficial) July 6, 2022
Ex-presidente critica restrições aos comícios na pré-campanha
Se a chapa Lula e Alckmin parece um fato consumado, na aliança entre PT e PSB do Rio há uma divergência difícil de ser contornada, envolvendo a disputa para o Senado.
O PT, com apoio do candidato ao governo Marcelo Freixo (PSB), apoia a candidatura do presidente da Alerj, André Ceciliano, mas o deputado Alessandro Molon (PSB), mantém sua disposição de disputar o mesmo cargo com apoio dos partidos Rede Sustentabilidade, PSol e Cidadania.
Em entrevista ao jornal Diário da Guanabara na terça-feira (5), Ceciliano afirmou que sua candidatura ao Senado é irreversível e salientou que é o candidato de Lula e Freixo, o que seria referendado por Lula durante a passagem pelo Rio.
LULA IN RIO!!!@LulaOficial e @geraldoalckmin estão no Rio pra gente unir forças em favor do Brasil e do nosso estado. Nesse momento, como disse Paulo Freire, é hora de “unir os divergentes para enfrentar os antagônicos” #VamosJuntosPeloBrasil pic.twitter.com/8fpY4EUkuR
— André Ceciliano (@AndreCeciliano) July 6, 2022
Nesta quarta-feira, depois de ouvir os representantes de escolas de samba, Lula discursou criticando a regra eleitoral, por só permitir a realização de comícios oficiais de campanha a partir de agosto.
Por outro lado, segundo o ex-presidente, a regra permite as motociatas que promovem a campanha do presidente Jair Bolsonaro.
Os grandes eventos abertos são característicos das campanhas do PT, mas Lula tem evitado fazer comícios em locais públicos sob o pretexto de segurança por temor de que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) considere campanha antecipada.
Mas desde junho o pré-candidato está percorrendo o país com eventos fechados como o que acontece no Rio.
“Nós estamos fazendo uma coisa nova nesse período de pré-campanha, que a gente não pode pedir voto porque é proibido por lei. A gente só pode pedir voto depois de 15 de agosto. O Bozo pode todo dia fazer motociata, mas nós temos que ficar aqui”, disse Lula.
Nesta quinta-feira (7), está programado um grande ato na Cinelândia, no centro da cidade, com a participação de Lula, Alckmin e os demais correligionários e apoiadores no Estado.











