Um promotor da Ucrânia perdeu o cargo após se envolver em um escândalo que incluiu o envio de mensagens de conteúdo sexual a funcionárias da Justiça e a criação de um perfil na plataforma OnlyFans. O caso envolvendo Anton Vendel, que atuava na Procuradoria Regional de Khmelnitsky, foi divulgado pela imprensa local nesta terça-feira (28).
De acordo com as informações divulgadas, o comportamento atribuído ao promotor começou em janeiro de 2026. Naquele período, ele teria enviado mensagens de teor sexual para secretárias e assistentes que trabalhavam no Tribunal Municipal e Distrital de Khmelnitsky.
Posteriormente, Vendel teria criado uma conta no OnlyFans usando o pseudônimo “Adonis”. Segundo os relatos sobre o caso, parte do conteúdo publicado na plataforma teria sido produzida no próprio gabinete utilizado pelo promotor e depois encaminhada a funcionárias do tribunal.
A situação provocou uma reação administrativa dentro do Ministério Público ucraniano. Em um primeiro momento, Vendel foi transferido para a Procuradoria Distrital de Letichev. O procedimento disciplinar, contudo, terminou com a decisão de afastá-lo definitivamente da instituição.
A demissão foi formalizada em 9 de julho e encerrou a atuação de Vendel no Ministério Público.
Patrimônio também aparece no caso
Além das acusações relacionadas às mensagens e ao perfil na plataforma de conteúdo, informações da declaração patrimonial de 2025 do promotor e de seus familiares também foram divulgadas.
O documento registra a existência de imóveis, terrenos e um automóvel Skoda Octavia. A família declarou ainda possuir US$ 10 mil em espécie.
Segundo os dados apresentados na declaração, a principal fonte de renda familiar era o salário recebido por Vendel enquanto trabalhava na Procuradoria Regional de Khmelnitsky. No período informado, os rendimentos chegaram a 1,1 milhão de grívnias, valor equivalente a aproximadamente R$ 121 mil.
O episódio ganhou repercussão na Ucrânia principalmente pelas alegações de que o promotor teria utilizado o ambiente profissional para produzir parte do material publicado no OnlyFans e compartilhado esse conteúdo com funcionárias ligadas ao Judiciário.
O caso também resultou no encerramento da carreira de Vendel no Ministério Público, após as medidas administrativas adotadas pelas autoridades ucranianas.
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