Um dos últimos desejos do Papa Francisco antes de sua morte foi que um de seus papamóveis fosse transformado em uma clínica infantil móvel para operar na Faixa de Gaza. A iniciativa, coordenada pela organização Cáritas Jerusalém, busca oferecer atendimento médico de emergência a crianças feridas, desnutridas ou em áreas de difícil acesso devido à guerra em curso.
O veículo escolhido foi o mesmo utilizado pelo pontífice em sua visita à Terra Santa em 2014. Agora, está sendo adaptado com equipamentos médicos essenciais, como oxigênio, vacinas, kits de sutura e uma geladeira para medicamentos. A equipe contará com médicos voluntários e apoio logístico, prontos para atuar assim que houver autorização para a entrada do hospital móvel no território sitiado.
Segundo a Cáritas, o gesto do Papa é um forte apelo moral e humanitário à comunidade internacional diante da tragédia que afeta milhares de menores em Gaza. Desde o início do conflito, organizações locais e internacionais denunciam o colapso do sistema de saúde e a morte de milhares de crianças, muitas delas sem acesso a cuidados básicos.
“O papamóvel convertido em clínica é mais do que um símbolo. É uma mensagem de esperança, de dignidade e de presença solidária em meio ao sofrimento”, declarou um porta-voz da Cáritas.
A Autoridade Palestina agradeceu publicamente ao Vaticano, destacando a constante defesa do Papa Francisco pelos direitos do povo palestino. Durante seu pontificado, ele manteve contato regular com líderes católicos locais em Gaza, mesmo em períodos de bombardeios e isolamento, e pediu repetidamente a abertura de corredores humanitários.
O bloqueio imposto por Israel, no entanto, ainda representa um obstáculo à entrega da ajuda. A Cáritas afirma ter mais de cem voluntários preparados para atuar assim que houver um cessar-fogo ou liberação de acesso.
A iniciativa reforça o legado de Francisco como um líder voltado à paz e à proteção dos mais vulneráveis, especialmente das crianças atingidas pela guerra.
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