A Organização das Nações Unidas elevou o tom contra Israel nesta quarta-feira (6) ao pedir a libertação imediata do brasileiro Thiago Ávila e do espanhol-palestino Saif Abu Keshek, detidos após participarem de uma missão humanitária com destino à Faixa de Gaza.
Segundo o escritório de direitos humanos da ONU, os dois permanecem presos na cidade de Ashkelon desde a interceptação da embarcação em que estavam, realizada por forças israelenses nas proximidades da ilha de Creta, no fim de abril. A detenção foi prorrogada ao menos até o próximo domingo (10).
Em comunicado, o porta-voz Thameen Al-Kheetan afirmou que os ativistas seguem detidos sem acusações formais e defendeu a libertação imediata e incondicional. Ele destacou ainda que iniciativas de solidariedade e envio de ajuda humanitária não devem ser criminalizadas.
Relatos apresentados por advogados indicam possíveis maus-tratos durante a detenção. De acordo com essas informações, os dois iniciaram uma greve de fome. A ONU classificou as denúncias como preocupantes e solicitou a abertura de investigação, ressaltando que eventuais abusos precisam ser apurados e responsabilizados.
Por outro lado, autoridades israelenses investigam suspeitas de ligação dos ativistas com o Hamas, o que é negado pelos envolvidos. As acusações envolvem possível apoio a organizações classificadas como terroristas.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o porta-voz das Forças de Defesa de Israel, Rafael Rozenszajn, afirmou que a investigação considera possíveis vínculos com grupos inimigos em meio ao contexto de guerra.
A ONU também criticou o uso do que classificou como detenções arbitrárias e a aplicação de leis antiterrorismo com definições amplas, defendendo revisão dessas práticas por parte de Israel.
*Compartilhe este conteúdo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.












