Um estudo recente da ONU, apresentado no Relatório Mundial da Felicidade, aponta que o uso excessivo de redes sociais está relacionado à queda no bem-estar dos jovens.
A pesquisa, que analisou mais de 140 países, indica que adolescentes passam em média duas horas e meia por dia conectados, tempo associado a impactos negativos na qualidade de vida.
A pedagoga Selma Brito destaca que os efeitos já se refletem no comportamento dos estudantes, representando um desafio para educadores na mediação da aprendizagem digital.
Entre as consequências observadas estão dificuldade de concentração, ansiedade, prejuízos nas relações sociais e interferência no desenvolvimento cognitivo e na construção da identidade.
Brito ressalta também a influência do ambiente online na formação de uma mentalidade consumista, com jovens constantemente expostos a padrões de consumo.
Para ela, é essencial educá-los a compreender onde consomem, onde são consumidos e como fazer escolhas conscientes.
O equilíbrio entre tecnologia e hábitos saudáveis depende, segundo a pedagoga, da atuação da família. Limitar horários de sono, tempo de tela e interações presenciais, estabelecendo regras claras, é fundamental. “Está faltando essa negociação e essa definição de regras. Eles precisam disso”, afirma Brito, reforçando a importância do acompanhamento familiar no cotidiano digital dos adolescentes.
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