Os ataques brutais do regime israelita à Faixa de Gaza equivalem ao lançamento de um quarto de uma bomba nuclear, revelam os relatórios da Organização das Nações Unidas (ONU).
Em documento divulgado no sábado (14) no site do Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), o Observatório Euro-Mediterrânico dos Direitos Humanos destacou a dimensão brutal da destruição de Gaza pelos ataques de Israel.
De acordo com o relatório, pelo menos 2.650.071 casas, 145 escolas, 61 instalações industriais, 18 sedes de mídia e 70 mesquitas foram transformadas em ruínas, enquanto outras 70 mil unidades residenciais foram severamente danificadas.
O relatório também destaca que, a cada hora, cerca de 14 palestinos perdem a vida nos ataques aéreos do regime de ocupação ao enclave costeiro.
Enquanto isso, a revista americana Jacobin afirma que Israel lançou mais de 10.mil bombas na Faixa de Gaza em apenas uma semana:
“Apoiado por armas e munições americanas, Israel lançou mais de dez mil bombas sobre Gaza em apenas uma semana, o dobro do que os Estados Unidos lançaram sobre o Afeganistão em um ano. De acordo com fontes da ONU, é o equivalente a um quarto de uma bomba nuclear”, diz o artigo.
Israel comete crime de guerra, diz ONU
O regime israelita comete massacres contra civis ao lançar ataques indiscriminados em Gaza durante o conflito iniciado em 7 de outubro, após a deflagração da Operação Tempestade de Al-Alqsa pelo Hamas, nos territórios ocupados. Além disso, Israel impôs “um cerco total” ao enclave.
O Eixo de Resistência afirmou que “não ficará de braços cruzados diante dos crimes de guerra do regime sionista em Gaza”, onde mais de 2.808 pessoas morreram nos últimos dias como resultado dos bombardeios israelenses.
Em outro relatório no âmbito da Assembleia da ONU, a Comissão Internacional Independente de Inquérito sobre os Territórios Palestinianos Ocupados apresentou suas conclusões sobre as investigações das operações militares de Israel em toda a Cisjordânia, bem como as medidas palestinianas para lidar com estes ataques entre 2021 e 2023.
O documento define as ações de Israel como crime de guerra, salientando que as forças israelenses não usam nenhum meio para evitar a morte de civis e empregam “força excessiva”, “meios indiscriminados” e “a resposta mais letal” para enfrentar as manifestações palestinas, causando “danos graves às pessoas, incluindo morte ou ferimentos permanentes”.
“Impedir a entrada de alimentos e suprimentos médicos em Gaza é uma violação do Direito Internacional Humanitário (…) Os danos e baixas causados pelas ações das forças de segurança israelenses não foram proporcionais à vantagem militar, tais ações constituem um crime de guerra”, afirma o relatório.
*Da Hispantv com edição da Agência Fonte Exclusiva. Compartilhe esta reportagem do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.












