Depois de vencer uma luta contra o câncer, a atriz Claudia Jimenez morreu na manhã deste sábado, aos 63 anos, no Rio de Janeiro. Ela estava internada em hospital da zona Sul da Cidade e a causa da morte não foi divulgada pela família.
Em 1986, descobriu um tumor maligno no mediastino, atrás do coração, e conseguiu curar-se da doença, mas as sessões de radioterapia podem ter afetado os tecidos do coração, o que a obrigou a fazer pelo menos três cirurgias nos anos seguintes.
Cláudia Jimenez era uma atriz e humorista consagrada. Filha de um cantor de tangos e uma doceira, Claudia Maria Patitucci Jimenez nasceu na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, em 1958. Sua estreia no teatro foi em 1978, como a prostituta Mimi Bibelô, na peça “Opera do Malandro”, de Chico Buarque. Ela foi levada pelo diretor Mauricio Sherman para a TV Globo na década seguinte, onde deu início à carreira de humorista.
A atriz trabalhou com os grandes mestres da área, como Jô Soares e Chico Anysio, interpretando personagens marcantes como a insaciável Pureza, mulher de Apolo, do bordão “Ainda morro disso!”, em “Chico City”, e Dona Cacilda, uma das alunas da “Escolinha do Professor Raimundo”. Com ela, emplacou outro bordão: “Beijinho, beijinho, pau, pau”.
Na década de 1990, fez sucesso como a desbocada empregada doméstica Edileuza, do humorístico “Sai de Baixo” (Globo). A atriz, no entanto, não escondia de ninguém que magoava-se com a gordofobia e com as reiteradas piadas sobre seu peso nas gravações do programa.












