Criada como uma mensagem de esperança e fortalecimento pessoal, a música “Firework” foi utilizada como trilha de uma publicação militar da Casa Branca e provocou a reação de Katy Perry. A cantora afirmou que não autorizou a associação de sua obra às imagens de um bombardeio contra uma estrutura iraniana.
O vídeo, com aproximadamente nove segundos, foi divulgado no TikTok. Durante a exibição do ataque, a publicação reproduz um trecho do refrão que menciona sons de explosões e a expressão “mais brilhante do que a lua”.
A combinação entre a letra e as cenas de destruição gerou críticas da artista, que se manifestou em sua conta no X, antigo Twitter.
Katy Perry declarou estar profundamente incomodada com a utilização da música pela conta oficial da Casa Branca. Segundo ela, não houve consulta, pedido de autorização ou qualquer concordância com a inclusão da faixa no material.
A cantora afirmou que “Firework” foi composta para representar esperança, recuperação emocional e força interior, especialmente para pessoas que enfrentam momentos difíceis.
Na avaliação da artista, a publicação alterou completamente o sentido original da canção ao associá-la a uma operação militar.
Lançada como um incentivo à autoestima e ao empoderamento, “Firework” tornou-se uma das músicas mais conhecidas da carreira de Katy Perry.
A cantora destacou que seu trabalho pretende estimular a união e ajudar pessoas a reconhecerem o próprio valor. Por isso, considerou incompatível o uso da faixa para acompanhar imagens de violência e destruição.
Segundo Katy Perry, uma composição criada para transmitir força e esperança não deveria ser utilizada para glorificar guerras ou ataques militares.
Até a divulgação das críticas, Donald Trump e a Casa Branca não haviam apresentado uma manifestação pública sobre o episódio.
A reclamação de Katy Perry amplia a lista de artistas que criticaram a utilização de suas músicas em conteúdos oficiais ligados ao governo norte-americano.
Em dezembro de 2025, Sabrina Carpenter reagiu ao uso de “Juno” em uma publicação relacionada à política anti-imigração. A cantora condenou o material e demonstrou insatisfação com a associação de sua obra à mensagem divulgada.
Kesha também protestou contra uma publicação governamental em março. A música “Blow” foi incluída em um vídeo que mostrava o bombardeio de um navio.
Os episódios evidenciam o conflito entre artistas e autoridades que utilizam canções em materiais de caráter político ou militar sem a concordância pública dos responsáveis pelas obras.
Videoclipe de Katy Perry teve temática militar
A cantora já havia utilizado elementos militares em um videoclipe lançado há aproximadamente 14 anos. Em “Part of Me”, uma mulher decide ingressar nas Forças Armadas depois do fim de um relacionamento.
A produção apresenta treinamentos, veículos e armamentos como parte da transformação pessoal vivida pela personagem.
Apesar da ambientação, o clipe não exibe mortes nem ataques contra outras pessoas. Os elementos militares aparecem dentro de uma narrativa de superação, diferentemente da publicação da Casa Branca, que mostra uma operação real de bombardeio.
A reação de Katy Perry reforça o debate sobre o uso de obras musicais em conteúdos institucionais e sobre os limites da associação entre produções artísticas, campanhas políticas e ações militares.
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