Tel Aviv, 19 de outubro de 2025 – As Forças de Defesa de Israel (IDF) intensificaram neste domingo (19) os ataques aéreos contra alvos do Hamas na Faixa de Gaza, após acusarem o grupo palestino de romper de forma “flagrante” o cessar-fogo vigente. A nova ofensiva, concentrada principalmente no sul do território, destruiu dezenas de posições consideradas estratégicas pelo exército israelense.
Entre os alvos, segundo comunicado oficial divulgado pelo canal das IDF no Telegram, estavam depósitos de armas, pontos de lançamento de foguetes e túneis subterrâneos — uma rede de aproximadamente seis quilômetros — supostamente usada pelo Hamas para movimentação de combatentes e manutenção de reféns.
Imagens divulgadas pela agência Quds News mostraram que os bombardeios atingiram também áreas civis densamente povoadas, como o campo de refugiados de Al-Bureij, no centro da Faixa de Gaza. As IDF afirmaram que mais de 120 munições foram utilizadas na operação.
A decisão de retomar os ataques foi tomada após uma reunião de emergência entre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o ministro da Defesa e os principais chefes militares. Em nota oficial, o gabinete do premiê declarou:
“Após a violação do cessar-fogo por parte do Hamas, o primeiro-ministro Netanyahu ordenou que fossem tomadas medidas enérgicas contra alvos terroristas na Faixa de Gaza.”
O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, também reforçou a necessidade de resposta imediata e ampla:
“Peço ao primeiro-ministro que autorize as Forças de Defesa de Israel a retomarem o combate com toda a força.”
Do outro lado, o Hamas respondeu com fortes críticas e acusações. O grupo denunciou os ataques como crimes de guerra e alegou, sem apresentar provas, que Israel teria roubado órgãos de prisioneiros palestinos, exigindo a abertura de uma investigação internacional.
A escalada da violência reacende os temores de uma nova fase do conflito israelo-palestino, com a comunidade internacional acompanhando com crescente preocupação os desdobramentos no enclave.
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