Após anunciar a reabertura parcial do Estreito de Ormuz, o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI) detalhou nesta sexta-feira (17) as novas condições para a circulação de embarcações na região.
Segundo diretrizes divulgadas pela agência Isna, o tráfego marítimo passa a obedecer a quatro exigências principais.
Navios civis deverão seguir rotas previamente definidas pelas autoridades iranianas, enquanto embarcações militares continuam proibidas de transitar pelo local.
Além disso, navios comerciais precisarão obter autorização antecipada da Marinha do CGRI para cruzar a área. A circulação também estará diretamente vinculada ao período de cessar-fogo em vigor na região, especialmente após a trégua estabelecida no Líbano.
As medidas foram anunciadas logo após o governo do Irã sinalizar a retomada parcial do tráfego comercial pelo estreito, uma das rotas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.
Autoridades iranianas também alertaram que qualquer endurecimento do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos poderá ser interpretado como quebra da trégua.
Nesse cenário, não está descartada uma nova interrupção do fluxo marítimo na região.
O anúncio reforça o clima de cautela no cenário internacional, já que mudanças no funcionamento do Estreito de Ormuz têm impacto direto no abastecimento global de energia e nos preços do petróleo.
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