O aumento das tensões no Oriente Médio ganhou um novo capítulo após declarações de autoridades iranianas sobre ações militares recentes envolvendo Israel e Líbano.
Nesta quinta-feira (8), o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, criticou publicamente o que classificou como violações do cessar-fogo e fez um alerta direto ao governo israelense.
Em mensagem divulgada nas redes sociais, Ghalibaf afirmou que o Líbano e grupos aliados do chamado “Eixo da Resistência” fazem parte integral do acordo de trégua, rejeitando interpretações contrárias.
Ele também mencionou declarações do primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, sobre a relevância da situação no território libanês. Segundo o parlamentar iraniano, não há espaço para recuos, e eventuais violações terão “consequências graves”.
As críticas ocorrem após as Forças de Defesa de Israel realizarem, na quarta-feira (8), um amplo ataque contra o Líbano, considerado o maior desde o início da operação “Rugido do Leão”. De acordo com Israel, o cessar-fogo firmado com o Irã não incluiria o território libanês. Autoridades locais relatam que a ofensiva deixou centenas de mortos e feridos.
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, também condenou os ataques, classificando-os como uma tentativa deliberada de ampliar o conflito na região.
Ghalibaf detalhou três pontos que, segundo o Irã, representam violações do acordo: o ataque ao Líbano, apesar da proposta de cessação de hostilidades em todas as frentes; a entrada de um drone no espaço aéreo iraniano, abatido na cidade de Lar; e a negação do direito iraniano ao enriquecimento de urânio, considerado uma das condições estabelecidas por Teerã.
O cenário se intensifica após o anúncio de um cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, feito pelo presidente Donald Trump na noite de quarta-feira (7). A expectativa é de que novas negociações ocorram nos próximos dias no Paquistão.
Entre as condições apresentadas por Teerã para a trégua estão a interrupção completa de ataques contra seu território e aliados, a retirada de forças militares americanas da região, o alívio de sanções econômicas, compensações financeiras por danos e o reconhecimento do direito ao enriquecimento de urânio.
Também estão incluídos compromissos relacionados à não produção de armas nucleares e à formalização dos termos em instâncias internacionais como a ONU.
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