O governo do Irã pode ter abatido um terceiro caça militar ligado aos Estados Unidos ou a Israel na noite desta sexta-feira (3), segundo informações divulgadas pela agência de notícias Tasnim. O episódio, ainda sem confirmação oficial independente, amplia o nível de tensão no Oriente Médio em meio à escalada de confrontos armados na região.
De acordo com a publicação, evidências analisadas por jornalistas da agência indicam que uma nova aeronave teria sido atingida pelas defesas aéreas iranianas. Imagens de destroços, registradas por um correspondente, mostram fragmentos que podem pertencer ao avião.
Um analista militar ouvido pela Tasnim afirmou que, com base nas imagens disponíveis, é possível identificar apenas uma saída de motor na estrutura, o que sugere que o modelo abatido pode ser um caça F-16 ou F-35 — sendo o primeiro considerado mais provável.
Horas antes do suposto abate, diversas aeronaves teriam sobrevoado cidades iranianas, incluindo a capital Teerã. Segundo relatos, os caças foram alvo de intenso fogo antiaéreo durante a operação.
Ainda de acordo com as informações divulgadas, algumas aeronaves tentaram evitar os ataques utilizando flares — dispositivos de defesa que confundem mísseis guiados por calor —, mas há indícios de que ao menos uma delas não conseguiu escapar.
Até o momento, não houve confirmação oficial por parte dos governos dos Estados Unidos ou de Israel sobre o incidente.
Outros episódios no mesmo dia aumentam tensão
Autoridades iranianas também afirmaram ter derrubado outras duas aeronaves militares ao longo do mesmo dia. Um dos casos envolveria um caça A-10 Warthog, que operava nas proximidades do estreito de Ormuz — área estratégica para o transporte global de petróleo.
Outro incidente citado envolve um caça F-15E, igualmente reportado na mesma data. Segundo os relatos, os eventos ocorreram em um curto intervalo de tempo, indicando uma intensificação das operações militares na região.
Escalada do conflito no Oriente Médio
A atual crise teve início no fim de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva conjunta contra o Irã, com o objetivo declarado de neutralizar ameaças estratégicas do país.
Os ataques resultaram na morte de importantes lideranças iranianas, incluindo o líder supremo Ali Khamenei, além de altos integrantes do governo e das forças de segurança. Após o episódio, Mojtaba Khamenei foi apontado como sucessor.
Em resposta, o Irã iniciou uma série de ataques com mísseis balísticos e drones contra alvos israelenses e bases militares americanas na região. Também foram registrados ataques a estruturas ligadas ao setor energético.
Outro ponto crítico da escalada foi o bloqueio quase total do estreito de Ormuz, rota por onde circula cerca de 20% do petróleo e gás comercializados no mundo. A medida provocou impacto imediato no mercado internacional, com alta significativa nos preços dos combustíveis.
Especialistas avaliam que o cenário permanece altamente volátil, com risco de novos confrontos e possíveis desdobramentos globais.
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