Portugal enfrenta uma das mais severas ondas de incêndios florestais do ano, especialmente nas regiões da Serra da Estrela e da Covilhã. As chamas, estimuladas por ventos fortes, avançam em direção a áreas urbanas e já atingiram o distrito de Coimbra, o que tem causado grande preocupação entre os moradores locais.
Segundo a RTP, o foco inicial foi registrado na Serra do Açor, no concelho da Covilhã, e já alcançou a Serra da Estrela através da zona de Unhais da Serra. Desde julho, o país vive uma temporada crítica de incêndios rurais, com reforço do estado de alerta desde o dia 2 de agosto.
Na localidade de Freches, no município de Trancoso, cerca de 445 operacionais atuam com 147 meios terrestres. Em Candal, na Lousã (distrito de Coimbra), outros 330 profissionais trabalham com 108 veículos no combate às chamas. As autoridades confirmam que aproximadamente 1.900 bombeiros estão mobilizados nos cinco incêndios considerados mais preocupantes segundo a Proteção Civil.
O fogo em Garrocho, no concelho da Covilhã, começou no dia 6 de agosto, foi inicialmente controlado, mas voltou a reativar em seguida. Atualmente, esse foco envolve cerca de 1.090 operacionais, 303 viaturas e 14 máquinas pesadas. As equipes estão concentrando os esforços em áreas estratégicas como Seixo Amarelo e Gonçalo (Guarda), além de pontos críticos na EN18, entre Quinta da Atalaia e Quinta da Mourata.
Para tentar prevenir novos focos, a associação Urze – Associação Florestal da Encosta da Serra da Estrela deve iniciar a limpeza de cerca de quatro mil hectares nos concelhos de Seia e Gouveia, com o objetivo de reduzir o material combustível nas áreas altamente inflamáveis.
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