Fotógrafos na região de Omarama, na Nova Zelândia, capturaram um dos fenômenos atmosféricos mais raros do planeta: os raios vermelhos, também conhecidos como red sprites. O registro foi noticiado pelo The Guardian e surpreendeu os profissionais durante uma sessão de fotos do céu noturno.
Durante a tentativa de fotografar a Via Láctea, intensos flashes vermelhos iluminaram o céu. Diferente dos relâmpagos comuns, que ocorrem dentro ou entre nuvens e o solo, os red sprites acontecem acima das nuvens de tempestade, a altitudes que variam de 40 a 90 km, na mesosfera ou ionosfera.
Esses flashes são provocados por descargas elétricas ascendentes ligadas a raios positivos de nuvem para o solo. Visualmente, podem assumir formas de colunas, “cenouras” ou “medusas”, com cores que variam do vermelho-alaranjado a filamentos azulados ou violetas. Cada evento dura apenas alguns milésimos de segundo, o que explica por que são tão raramente observados.

Cientificamente, os red sprites ajudam a compreender a circulação elétrica global da Terra e os efeitos das tempestades na alta atmosfera, incluindo produção de óxidos nitrosos e bursts de radiofrequência. A primeira imagem confirmada desse fenômeno foi registrada em 1989, e desde então são captados ocasionalmente em regiões com grande atividade de tempestades.
No caso de Omarama, os fotógrafos conseguiram registrar essas descargas incomuns enquanto buscavam imagens da Via Láctea, proporcionando imagens únicas e cientificamente valiosas.
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