O enviado especial do presidente dos Estados Unidos, Paolo Zampolli, gerou forte repercussão após declarações feitas durante entrevista à emissora italiana RAI, no domingo (19).
Na ocasião, ele afirmou que “mulheres brasileiras são uma raça maldita” e “programadas para causar confusão”, comentários que provocaram críticas por seu caráter ofensivo e generalizante.
Durante a entrevista, Zampolli reiterou a afirmação ao dizer que mulheres brasileiras “causam confusão com todo mundo”.
Questionado pelo jornalista sobre a origem desse comportamento, ele negou explicações genéticas ou relacionadas a extorsão, mas manteve o tom das declarações.
As falas fazem referência indireta à sua ex-esposa, a modelo brasileira Amanda Ungaro, com quem foi casado por quase duas décadas e tem um filho. Após a separação, ambos passaram a disputar judicialmente a guarda do adolescente.
No contexto dessa disputa, Ungaro acusa Zampolli de violência doméstica e abuso sexual durante o relacionamento. As alegações fazem parte de um processo judicial em andamento, ainda sem decisão definitiva.
O caso ganhou novos desdobramentos após reportagem do jornal The New York Times indicar que Zampolli teria influenciado a deportação da ex-esposa após sua prisão em Miami, em 2025.
Segundo a publicação, ele teria procurado um alto funcionário do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos Estados Unidos para sugerir a transferência dela para a custódia do órgão.
Em resposta, o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos afirmou que Amanda Ungaro foi detida e deportada por estar com o visto vencido e por responder a acusações de fraude.
O órgão declarou que não há evidências de motivação política ou favorecimento pessoal no caso.
Além da polêmica envolvendo sua vida pessoal, Zampolli também esteve recentemente no centro de outro debate ao sugerir a substituição da seleção do Irã pela Itália na Copa do Mundo de 2026, proposta que gerou repercussão internacional.
As declarações e episódios envolvendo o enviado ampliam a controvérsia em torno de sua atuação pública, reunindo críticas tanto pelo teor das falas quanto por questionamentos sobre sua influência em temas pessoais e institucionais.
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