O governo de Cuba repatriou os restos mortais de 32 agentes das forças especiais cubanas mortos durante um ataque atribuído aos Estados Unidos em território venezuelano. Os militares atuavam no esquema de segurança do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e morreram durante uma ofensiva realizada no início de janeiro deste ano.
Segundo informações divulgadas por autoridades cubanas e por veículos internacionais, o ataque ocorreu em 3 de janeiro, durante uma operação militar norte-americana em Caracas. A ação teria resultado na morte de integrantes das forças de segurança venezuelanas e cubanas que estavam destacados na proteção institucional do governo de Maduro.
Os restos mortais chegaram a Cuba em meados de janeiro e foram recebidos com honras de Estado, em uma cerimônia oficial marcada por homenagens, discursos de autoridades e manifestações de solidariedade do governo venezuelano. Havana classificou os agentes como militares em missão internacional, enviados ao país vizinho por meio de acordos bilaterais de cooperação.
O governo cubano também divulgou informações sobre quem eram os militares mortos. O grupo incluía oficiais de diferentes patentes das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba e do Ministério do Interior, como coronéis, tenentes-coronéis e majores, com idades que variavam aproximadamente entre 26 e 67 anos. Entre os nomes divulgados oficialmente estão os coronéis Humberto Alfonso Roca Sánchez e Lázaro Evangelio Rodríguez Rodríguez, além de outros oficiais de alta e média patente.
De acordo com Havana, os agentes mantinham funções estratégicas ligadas à segurança presidencial e à cooperação em inteligência. A presença de militares cubanos na Venezuela ocorre há anos, dentro de acordos firmados entre os dois países nas áreas de defesa, segurança e assessoria técnica.
O episódio agravou ainda mais a tensão diplomática entre Cuba, Venezuela e Estados Unidos. Autoridades cubanas e venezuelanas condenaram o ataque, classificando-o como violação da soberania venezuelana, enquanto o governo norte-americano sustenta que a operação fazia parte de ações contra o governo de Nicolás Maduro.
A morte de militares estrangeiros em solo venezuelano e a repatriação com honras oficiais reforçam o impacto geopolítico do episódio, que segue repercutindo em fóruns internacionais e no debate sobre a atuação de potências estrangeiras na América Latina.
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