O cinema brasileiro marca presença na 76ª edição do Festival Internacional de Cinema de Berlim, que segue até domingo (22), com dez produções na programação. Entre os destaques está o fato de que cinco desses filmes foram dirigidos por mulheres.
Também chama atenção a diversidade regional, com obras oriundas de estados como Ceará, Minas Gerais e Piauí, ampliando a representatividade para além do eixo Rio-São Paulo.
Investimento público
Das dez produções exibidas, nove contaram com recursos de políticas públicas de incentivo ao audiovisual. Foram aproximadamente R$ 12,9 milhões provenientes do Fundo Setorial do Audiovisual e R$ 7,6 milhões da Lei do Audiovisual.
Entre os títulos apoiados está Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha, dirigido por Janaína Marques, do Ceará, selecionado para a Mostra Fórum — espaço dedicado a obras de perfil mais autoral e experimental.
Na mostra voltada ao público infantojuvenil, três produções brasileiras receberam investimento público: A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai; Papaya, de Priscilla Kellen; e Feito Pipa, de Allan Deberton.
Segundo a Agência Nacional do Cinema, em 2024, 367 filmes brasileiros foram exibidos para mais de 11 milhões de espectadores, gerando receita de R$ 215 milhões.
Reconhecimento internacional
A presença brasileira em festivais e premiações internacionais é apontada como reflexo das políticas de fomento ao setor. Neste ano, o filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, recebeu quatro indicações ao Oscar, ampliando a visibilidade do cinema nacional.
Na edição anterior da Berlinale, o Brasil conquistou o Urso de Prata – Grande Prêmio do Júri com O Último Azul, dirigido por Gabriel Mascaro.
Embora a mostra competitiva principal deste ano não inclua produções brasileiras, dois filmes internacionais dirigidos por cineastas do país disputam o Urso de Ouro: Rosebush Pruning, do cearense Karim Aïnouz, e Josephine, de Beth de Araujo. O resultado será anunciado neste sábado (21).
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