Em um julgamento considerado marco nos Estados Unidos, o CEO da Meta Platforms, Mark Zuckerberg, prestou depoimento sobre o impacto das redes sociais na saúde mental de jovens.
A ação judicial envolve uma mulher da Califórnia que começou a usar Instagram e YouTube ainda criança e alega que essas plataformas contribuíram para depressão e pensamentos suicidas. Ela processa Meta e Google, acusando as empresas de explorar o público infantil para gerar lucro, mesmo conhecendo os riscos à saúde mental.
Zuckerberg afirmou que a Meta não permite o uso de suas plataformas por crianças menores de 13 anos, mas reconheceu que documentos internos demonstram interesse pelo público infantil.
Ele explicou que a empresa estudou a criação de uma versão do Instagram voltada a menores, que não chegou a ser implementada. Segundo o CEO, verificar a idade dos usuários é um desafio, e parte da responsabilidade recai sobre os fabricantes de dispositivos móveis.
Durante o depoimento, Zuckerberg também comentou sobre metas internas de aumento do tempo de uso das plataformas, citando crescimento da média diária de 40 minutos em 2023 para 46 minutos em 2026, embora tenha alegado que se tratavam apenas de observações, não objetivos explícitos.
Especialistas destacam que o julgamento serve como referência para processos semelhantes em todo o país, envolvendo famílias, escolas e Estados que apontam uma crise de saúde mental entre adolescentes ligada ao uso de redes sociais.
Documentos da Meta sugerem que a companhia tinha ciência dos efeitos do Instagram sobre transtornos alimentares e autoimagem.
Fora dos Estados Unidos, outros países também têm estabelecido restrições de idade. Na Austrália, menores de 16 anos não podem acessar plataformas digitais, enquanto na Flórida o limite é de 14 anos, com empresas contestando judicialmente a legislação.
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