A presença brasileira na Antártida foi reforçada com o encerramento oficial da 44ª Operação Antártica da Marinha do Brasil, concluída nesta sexta-feira.
A missão garantiu o funcionamento da Estação Antártica Comandante Ferraz e ofereceu suporte logístico e operacional para dezenas de pesquisas científicas realizadas durante o verão polar.
Ao longo da Operantar XLIV, aproximadamente 185 pesquisadores participaram das atividades, envolvendo 26 projetos científicos ligados a áreas como mudanças climáticas, oceanografia, biologia e saúde em ambientes extremos.
Os trabalhos ocorreram tanto nos laboratórios da estação brasileira quanto a bordo dos navios polares Almirante Maximiano e Ary Rongel.
Segundo a Marinha, as equipes realizaram mais de 400 horas de coleta de dados e experimentos em campo. A operação também contou com apoio da Força Aérea Brasileira, que utilizou aeronaves KC-390 Millennium e C-105 Amazonas no transporte de pesquisadores, equipamentos e materiais destinados às atividades científicas.
Durante a missão, também foi celebrada a marca de 40 anos da primeira permanência contínua de brasileiros na Antártida.
A cerimônia reuniu representantes do Ministério da Defesa, pesquisadores e integrantes de instituições ligadas à ciência e ao meio ambiente.
A Operantar XLIV ainda ampliou a cooperação internacional do Brasil no continente antártico. A estação brasileira recebeu delegações de países como Portugal, Chile, Argentina, Estados Unidos, França, Itália, Espanha, Canadá e Polônia, interessadas na estrutura científica mantida pelo país na região.
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