O governo argentino anunciou que denunciará os participantes de protestos ocorridos em frente ao Congresso na quarta-feira (11), em reação ao projeto de reforma trabalhista. Durante os atos, 37 pessoas foram presas e cerca de 40 detidas temporariamente, segundo a imprensa local.
A ministra da Segurança, Alejandra Monteoliva, informou via rede X que as imagens dos atos estão sendo analisadas e que os responsáveis serão identificados. Ela classificou os manifestantes como integrantes de grupos organizados de esquerda, que teriam usado violência e artefatos improvisados para provocar danos e confrontos.
Os protestos causaram destruição na via pública, com quebra de paralelepípedos, incêndio de lixeiras e depredação de áreas verdes. O governo de Buenos Aires estimou o custo dos reparos em 270 milhões de pesos argentinos, incluindo limpeza urbana, restauração de calçadas e mobiliário, remoção de pichações e nova sinalização de faixas de pedestres.
Para conter a violência, as forças de segurança utilizaram gás lacrimogêneo e balas de borracha. Monteoliva reforçou que atos violentos não serão tolerados e que os responsáveis enfrentarão o peso da lei.
O projeto de reforma trabalhista, promovido pelo governo de Javier Milei, foi aprovado no Senado com 42 votos a favor e 30 contra, e agora aguarda a votação na Câmara dos Deputados, prevista para a próxima semana.
*Compartilhe este artigo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.












