A Argentina colocou suas forças de segurança em alerta máximo nas fronteiras com o Brasil após a escalada de violência no Rio de Janeiro. A ministra da Segurança Pública, Patricia Bullrich, afirmou que todos os brasileiros que entrarem no país passarão por exames e triagem detalhada “para que não haja travessia ou passagem de quem está claramente se deslocando do centro do conflito no Rio de Janeiro”.
A medida foi anunciada na terça-feira (28), mesmo dia em que uma megaoperação policial em comunidades do Rio resultou em pelo menos 119 mortes, segundo balanço preliminar. O governo argentino também classificou as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações narcoterroristas, reconhecendo-as oficialmente como ameaças à segurança regional.
Em entrevista ao jornal La Nación, Bullrich destacou que o reconhecimento dessas facções se baseia em sua “estrutura de poder armado, capacidade de infiltração internacional e uso sistemático da violência para fins de controle territorial e narcotráfico”.
Com a nova classificação, a Argentina poderá aplicar medidas mais rígidas de cooperação policial e financeira com outros países, inclusive com a Interpol e os Estados Unidos, no combate ao crime organizado.
A ministra também mencionou que há monitoramento reforçado nas províncias de Misiones, Corrientes e Formosa, regiões que fazem fronteira direta com o Brasil e o Paraguai, considerados rotas de tráfico e lavagem de dinheiro.
O governo brasileiro ainda não se pronunciou oficialmente sobre o anúncio argentino.
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