A megaoperação Contenção deflagrada nesta terça-feira (28) pela Polícia Civil e Militar nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, ganhou repercussão imediata entre parlamentares fluminenses e federais. A ação, considerada pela bancada alinhada à direita como “uma das mais bem-sucedidas da história do estado”, resultou em mais de 100 criminosos mortos, 81 presos, 93 fuzis apreendidos e mais de meia tonelada de drogas confiscadas.
O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União), manifestou solidariedade às famílias dos quatro policiais mortos e destacou que o estado “não pode recuar no enfrentamento ao crime organizado”.
“Defendemos uma legislação mais dura e eficaz, evitando que marginais sejam presos hoje e soltos amanhã. Como presidente da Alerj, reitero o meu compromisso em somar forças com todas as esferas, independente de lado político”, declarou Bacellar nas redes sociais.
Outros parlamentares também se pronunciaram. O deputado federal General Pazuello (PL-RJ) exaltou o trabalho das forças de segurança e afirmou que “o preço é alto”, em referência aos policiais mortos durante a operação. “São heróis nacionais que dão a própria vida pela segurança da população”, disse o parlamentar.
Na Alerj, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Rodrigo Amorim (União), criticou o prefeito Eduardo Paes (PSD), afirmando que “soldado de Lula jamais poderá ser governador”. Já o também membro da CCJ, Alexandre Knoploch (PL), defendeu uma mudança constitucional que permita aos estados legislar sobre o Código Penal para “endurecer as penas”.
Outros deputados, como Douglas Gomes (PL), defenderam a adoção de uma política de tolerância zero. “Se não seguirmos o exemplo de Nayib Bukele, continuaremos a viver nesse ambiente de guerra”, afirmou. Thiago Gagliasso (PL) e Alan Lopes (PL) também responsabilizaram o governo federal por falta de apoio às forças de segurança, enquanto a deputada Índia Armelau (PL) denunciou a presença de traficantes de outros estados na operação.
Na Câmara Municipal do Rio, vereadores de direita manifestaram apoio à megaoperação. Rogério Amorim (PL) lamentou as mortes e cobrou união social no combate ao tráfico. Fernando Armelau (PL) acusou o governo federal de ignorar o “terrorismo” causado pelo narcotráfico, e Leniel Borel (PP) defendeu mais integração entre os órgãos públicos e uso de tecnologia preventiva.
Para Bacellar, o momento exige “união institucional e coragem política” para enfrentar o crime. O presidente da Alerj reforçou que o Legislativo fluminense está preparado para aprovar medidas que fortaleçam a segurança pública e garantam o “direito da população viver sem medo”.
*Compartilhe este conteúdo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











