A Organização das Nações Unidas (ONU) se manifestou no fim da noite de ontem em seu perfil na rede X (antigo Twitter), solicitando que as autoridades brasileiras cumpram suas obrigações perante o direito internacional. A declaração ocorre após a operação policial mais letal da história do Rio de Janeiro, que deixou pelo menos 64 mortos, entre civis e policiais.
Veículos internacionais deram grande destaque à ação. O jornal inglês The Guardian destacou que a operação começou na madrugada em uma área habitada por cerca de 300 mil pessoas, com intensa troca de tiros. “Fotos terríveis com alguns dos jovens homens mortos se espalharam pelas redes sociais”, afirmou o periódico.
O espanhol El País descreveu o cenário como “uma jornada de caos colossal e intensos tiroteios”, ressaltando que a ação foi dirigida contra o crime organizado. Já o francês Le Figaro questionou a eficácia dessas operações de grande porte, embora observe que são comuns na cidade.
Nos Estados Unidos, o New York Times chamou a operação de “a mais mortal da história do Rio”, apontando quatro policiais mortos e pelo menos 60 civis. O periódico destacou ainda que o governador do estado classificou os alvos como “narcoterroristas”.
Na Argentina, o jornal Clarín repercutiu publicações nas redes sociais de moradores locais, com comentários comparando a violência vivida no Rio com conflitos internacionais: “não é Gaza, é o Rio”.
O número oficial de mortos pode aumentar nas próximas horas, já que mais de 50 corpos foram entregues à autoridades pela população local. A operação segue sendo monitorada por organismos internacionais e pela imprensa mundial.
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