A partir desta quarta-feira (29), o Theatro Municipal do Rio de Janeiro recebe o balé Frida, criado pelo coreógrafo carioca Reginaldo Oliveira, em sua estreia na América Latina. As apresentações acontecem nos dias 29, 30 e 31, sempre às 19h, com classificação indicativa de 12 anos, e ingressos podem ser adquiridos na bilheteria e pelo site oficial do teatro.
No palco, as primeiras bailarinas do Municipal, Claudia Mota e Márcia Jaqueline, interpretam a icônica Frida Kahlo, alternando-se no papel principal. A supervisão artística é de Hélio Bejani e Jorge Teixeira, com direção geral de Hélio Bejani, garantindo a fidelidade à história da pintora mexicana.
Para conceber o espetáculo, Reginaldo Oliveira mergulhou em uma pesquisa detalhada sobre a vida da artista, utilizando livros, cartas e fotografias. O coreógrafo explica que o objetivo foi mostrar como Frida transformou a dor física e emocional em expressão artística, mesmo após passar por dezenas de cirurgias decorrentes de um acidente grave.
Antes de iniciar os ensaios, o coreógrafo apresentou aos bailarinos do Municipal a trajetória da pintora, criando um laboratório artístico que envolveu estudo de pinturas, textos e imagens. O trabalho permitiu que o corpo de baile incorporasse a força e a determinação da artista no movimento e na interpretação.
O espetáculo enfatiza a superação e a força de Frida, mostrando ao público como enfrentar adversidades e transformar sofrimento em criação. Durante a apresentação, Sophia Palma e Tabata Salles reinterpretam os autorretratos de Frida, revelando como a artista transformou seu tempo de recuperação em obras únicas.
Oriundo da comunidade da Maré, no Rio de Janeiro, Reginaldo Oliveira iniciou seus estudos de dança na capital fluminense. Em 1998, conquistou o primeiro lugar no Concurso de Balé Russo em São Paulo e recebeu bolsa de estudos para a Academia Estatal de Coreografia do Balé Bolshoi, em Moscou.
Ao longo de sua carreira, Reginaldo trabalhou como solista no Theatro Municipal do Rio, integrou companhias na Alemanha e na Áustria e coreografou peças inspiradas em figuras femininas históricas, como Medeia e Anne Frank. Atualmente, ele reside em Salzburgo, trazendo sua experiência internacional para o palco carioca.
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