Vinte e cinco anos após os atentados de 11 de setembro de 2001, as imagens daquele dia continuam entre as mais lembradas da história recente. A queda das Torres Gêmeas, em Nova York, e o ataque ao Pentágono foram acompanhados ao vivo por milhões de pessoas e passaram a fazer parte da memória coletiva mundial.
Os ataques foram executados por integrantes da Al Qaeda, que sequestraram quatro aviões comerciais. Duas aeronaves foram lançadas contra as torres do World Trade Center. Outra atingiu o Pentágono, em Arlington, na Virgínia.
O quarto avião caiu em uma área rural próxima a Shanksville, na Pensilvânia. Quase 3 mil pessoas morreram durante os atentados.
Televisão ajudou a marcar o acontecimento
A forma como os ataques foram transmitidos também contribuiu para a maneira como o episódio ficou registrado na memória das pessoas.
Para Eugênio Bucci, professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP), a televisão teve um papel importante nesse processo. Naquele período, a internet ainda não tinha a presença que possui atualmente, e os canais de televisão eram uma das principais fontes de informação em tempo real.
As cenas dos prédios em chamas e dos desabamentos foram repetidas inúmeras vezes durante horas. Para Bucci, essa repetição alterou a percepção sobre a duração do acontecimento e fez com que momentos que ocorreram em poucos minutos permanecessem por muito mais tempo diante do público.
O professor descreve esse efeito como uma espécie de “tempo congelado”, no qual determinadas imagens foram continuamente reproduzidas e acabaram incorporadas à memória de quem acompanhou a cobertura.
Sobreviventes lembram o impacto em Nova York
O brasileiro Márcio Boruchowski estava trabalhando em um edifício próximo ao World Trade Center quando os ataques aconteceram.
Em entrevista à TV Brasil, ele relembrou principalmente o momento em que as torres desabaram. Boruchowski também contou ter presenciado pessoas se lançando dos prédios enquanto a situação se agravava.
As consequências para quem estava na região não terminaram com os ataques. A enorme quantidade de poeira e partículas liberadas pelos desabamentos expôs milhares de pessoas a substâncias tóxicas.
A estimativa é de que cerca de 400 mil pessoas tenham sido expostas à poeira. A remoção dos destroços do complexo do World Trade Center retirou aproximadamente 1,8 milhão de toneladas de material e levou cerca de oito meses.
Acusados ainda respondem pelo planejamento
Entre os principais acusados de envolvimento no planejamento dos atentados está Khalid Sheikh Mohammed. Ele foi capturado no Paquistão em 2003 e permanece preso na base militar norte-americana de Guantánamo, em Cuba, desde 2006.
O julgamento está previsto para junho de 2028. Também são acusados de participação no caso Walid Muhammad Salih Mubarak bin ‘Atash, Mustafa Ahmed Adam al Hawsawi e Ali Abdul Aziz Ali.
O processo é acompanhado há anos e envolve acusações relacionadas ao planejamento e à execução dos atentados.
Bin Laden morreu em 2011
Osama bin Laden, fundador e principal líder da Al Qaeda, foi apontado pelo governo dos Estados Unidos como um dos responsáveis pela organização dos ataques.
Ele morreu em maio de 2011, durante uma operação realizada por forças norte-americanas em Abbottabad, no Paquistão.
Passados 25 anos, o 11 de Setembro permanece como um dos acontecimentos mais marcantes do século XXI. Além das quase 3 mil mortes, os ataques provocaram mudanças profundas na política externa, nas operações militares e nos sistemas de segurança dos Estados Unidos e de outros países, deixando consequências que continuam sendo discutidas até hoje.
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