O avanço de uma massa de ar seco associado à previsão de ventos fortes colocou diferentes áreas do Rio de Janeiro em alerta para o aumento do risco de incêndios em áreas de vegetação.
As condições também exigem atenção em regiões litorâneas, onde rajadas intensas podem provocar queda de árvores, destelhamentos e outros transtornos.
Em Cabo Frio, na Região dos Lagos, a Prefeitura acionou o Gabinete de Crise Climática para acompanhar a situação meteorológica. A previsão divulgada pelo município indicava ventos entre 70 km/h e 90 km/h durante a tarde de sexta-feira (7), com possibilidade de impactos até domingo (9).
A Defesa Civil permaneceu em monitoramento diante da possibilidade de alterações nas condições do tempo.
A combinação de baixa umidade, vegetação ressecada e vento forte favorece a rápida propagação das chamas. Por isso, períodos de estiagem exigem maior atenção, principalmente em áreas próximas a terrenos com vegetação seca.
Dados da Fundação Ceperj, elaborados com base em informações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apontam que o Rio de Janeiro registrou 2.864 focos de calor durante 2025.
Agosto concentrou o maior número de ocorrências, com 540 registros. Ao longo daquele ano, a Região Metropolitana contabilizou 840 focos, enquanto Campos dos Goytacazes apresentou o maior número entre os municípios fluminenses, com 300 ocorrências.
Período de estiagem aumenta preocupação
O histórico dos registros também mostra uma característica sazonal das queimadas no estado. Conforme levantamento da Defesa Civil estadual, os focos de calor tendem a aumentar principalmente durante agosto, setembro e outubro.
Nesse período, a menor disponibilidade de chuva e o ressecamento da vegetação criam condições mais favoráveis para o surgimento e a propagação de incêndios.
Os dados de 2025 mostram ainda que as áreas de vegetação de campo foram as mais atingidas, representando 77,3% dos focos de calor analisados no território fluminense.
Vento forte também pode causar outros transtornos
Além do risco de queimadas, as rajadas intensas podem provocar diferentes tipos de ocorrências. Árvores e galhos podem cair, estruturas temporárias podem ser danificadas e telhados podem ser destelhados. A rede elétrica também pode ser afetada caso postes ou árvores sejam derrubados.
Nas áreas costeiras, a população deve redobrar a atenção durante períodos de vento intenso. Atividades realizadas no mar podem ficar mais arriscadas, enquanto motociclistas e veículos de grande porte podem enfrentar dificuldades em trechos mais expostos às rajadas.
A recomendação das autoridades é evitar a permanência próxima a árvores, postes, placas, marquises e outras estruturas que possam cair ou ser danificadas pelo vento.
Prevenção é fundamental
Durante períodos de baixa umidade e vegetação seca, também é importante evitar qualquer prática que possa provocar o início de um incêndio. O uso de fogo para limpeza de terrenos deve ser evitado, assim como o descarte de cigarros, fósforos e outros materiais inflamáveis em áreas de vegetação.
Um incêndio iniciado em um ponto isolado pode se espalhar rapidamente quando encontra vegetação seca e ventos fortes, tornando o combate mais difícil e aumentando o risco para moradores, propriedades e áreas ambientais.
Os órgãos públicos continuam acompanhando as condições meteorológicas e os registros de focos de calor no estado. A orientação é que a população acompanhe os comunicados oficiais da Defesa Civil e dos órgãos responsáveis pelo monitoramento do tempo.
Com a combinação entre estiagem e ventos intensos, a adoção de medidas preventivas ganha importância para reduzir a possibilidade de incêndios e minimizar os impactos provocados pelas condições adversas no território fluminense.
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