Após mais de duas décadas de negociações, a União Europeia aprovou nesta sexta-feira (9) o acordo de livre comércio com o Mercosul, que inclui Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.
A decisão foi tomada por uma maioria qualificada dos 27 Estados-membros, mesmo diante da oposição de setores agropecuários, especialmente da França, que criticaram os impactos do pacto sobre a agricultura local.
Com a aprovação, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, deve se deslocar a Assunção, no Paraguai, na segunda-feira (12), para assinar formalmente o acordo. O pacto cria a maior zona de livre comércio do mundo, abrangendo mais de 700 milhões de consumidores e eliminando tarifas sobre mais de 90% do comércio bilateral entre os blocos.
O objetivo é fortalecer laços econômicos, políticos e estratégicos, promovendo intercâmbios comerciais mais amplos e previsíveis.
Apesar do avanço, o acordo ainda não entra imediatamente em vigor, pois depende da aprovação do Parlamento Europeu, um processo que pode levar semanas. A votação no Parlamento é considerada incerta, já que cerca de 150 eurodeputados ameaçam recorrer à Justiça para impedir a aplicação do pacto.
Segundo Olof Gill, porta-voz da Comissão Europeia, o acordo é fundamental para o bloco europeu em termos econômicos, políticos e estratégicos. Durante os últimos 25 anos, a Comissão negociou com os países do Mercosul, ajustando cláusulas para conciliar os interesses dos produtores europeus com os benefícios do comércio ampliado.
Caso seja ratificado, o acordo representará um marco histórico para o comércio internacional, criando um espaço econômico integrado, abrindo novas oportunidades para exportações e investimentos, e exigindo mecanismos de acompanhamento rigorosos para atender às preocupações de agricultores e setores sensíveis da União Europeia.
*Compartilhe este artigo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Estado do Rio de Janeiro.










