O deputado estadual Thiago Rangel foi oficialmente afastado do cargo na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro após decisão do Supremo Tribunal Federal que manteve sua prisão preventiva e afastou a possibilidade de a Assembleia deliberar sobre sua soltura.
Preso na quarta fase da Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal, o parlamentar é investigado por suspeita de liderar uma organização criminosa que, segundo as apurações, atuaria em esquemas envolvendo contratos públicos, influência política e articulações empresariais em municípios do Rio de Janeiro e de outros estados.
Conselho de Ética prepara processo de cassação
Com o afastamento formalizado, o Conselho de Ética da Alerj instaurou um processo disciplinar que poderá resultar na cassação do mandato do deputado.
Na mesma sessão, a Assembleia exonerou os servidores lotados no gabinete de Thiago Rangel e convocou o suplente para assumir a vaga no Parlamento fluminense.
Operação Unha e Carne reúne grande volume de provas
A quarta fase da Operação Unha e Carne resultou na apreensão de celulares, documentos e outros materiais que agora passam por análise detalhada da Polícia Federal.
Parte desse material foi recolhida em endereços ligados ao empresário Luiz Fernando Barros, apontado por investigadores como um dos operadores financeiros do suposto esquema.
Segundo informações divulgadas por veículos de imprensa, os documentos apreendidos podem revelar relações com agentes públicos, empresários e lideranças políticas em diferentes municípios.
Apurações avançam para o Norte Fluminense e o Espírito Santo
As investigações apontam possíveis conexões em São Francisco de Itabapoana, Campos dos Goytacazes e Bom Jesus do Itabapoana, além de desdobramentos no Espírito Santo, especialmente em Presidente Kennedy.
O nome da prefeita Yara Cinthia é citado em relatos jornalísticos sobre a proximidade política com o deputado. Até o momento, não há confirmação oficial de que ela tenha sido formalmente investigada ou denunciada no âmbito da operação.
Também surgem referências ao articulador político conhecido como Mazinho de Caboclo, apontado em apurações extraoficiais como elo entre lideranças do Norte Fluminense e do Sul do Espírito Santo.
Novas fases da investigação não estão descartadas
Fontes ligadas às investigações indicam que a Operação Unha e Carne pode ter novos desdobramentos. Além da Polícia Federal, há procedimentos em andamento no Ministério Público e em outros órgãos de controle.
A expectativa é de que a análise do material apreendido possa ampliar o alcance das apurações e identificar novos envolvidos.
Todos os citados na investigação têm direito ao contraditório e à ampla defesa. As apurações seguem em andamento e não há condenação definitiva contra os mencionados.
*Compartilhe este conteúdo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.










