O Sistema Único de Saúde vai incorporar uma nova opção terapêutica para adultos diagnosticados recentemente com leucemia mieloide aguda. O tratamento combina os medicamentos venetoclax e azacitidina e será destinado a pacientes que, por condições clínicas, não podem ser submetidos à quimioterapia intensiva.
A incorporação foi oficializada pelo Ministério da Saúde por meio da Portaria nº 30/2026, publicada nesta segunda-feira, 15 de junho. A decisão segue recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, a Conitec. Após a publicação da norma, a rede pública tem prazo de até 180 dias para disponibilizar a nova terapia.
A indicação contempla pacientes adultos recém-diagnosticados com leucemia mieloide aguda considerados inelegíveis ao tratamento quimioterápico intensivo. Esse grupo inclui, principalmente, pessoas idosas ou pacientes com maior fragilidade clínica, para os quais a quimioterapia convencional pode representar riscos mais elevados.
A leucemia mieloide aguda, conhecida pela sigla LMA, é um câncer que atinge a medula óssea, responsável pela produção das células do sangue. A doença provoca a multiplicação descontrolada de células anormais, comprometendo a formação de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas saudáveis.
Por ser uma enfermidade de evolução rápida, a LMA exige diagnóstico precoce e início imediato do tratamento. Entre os sinais de alerta estão cansaço intenso, anemia, febre, infecções recorrentes, sangramentos, manchas roxas pelo corpo, perda de peso, falta de ar e maior vulnerabilidade a complicações.
Com a nova incorporação, o SUS amplia o acesso a uma alternativa terapêutica menos agressiva para pacientes que não podem seguir o tratamento padrão. A medida representa avanço no cuidado oncológico da rede pública e pode beneficiar pessoas em situação de maior vulnerabilidade clínica.
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