A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (4) uma nova fase da Operação Cúmplice Zero, investigação que apura um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras, corrupção e lavagem de dinheiro. Entre os principais alvos da ação está o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
A operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que assumiu recentemente a relatoria do caso. Mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão foram cumpridos em diferentes estados, principalmente em São Paulo e Minas Gerais.
De acordo com as autoridades, a nova etapa da investigação busca aprofundar a apuração sobre a atuação de um grupo suspeito de utilizar estruturas do sistema financeiro para movimentar recursos de origem ilícita.
Mandados e bloqueio de bens
Nesta fase da operação foram expedidos quatro mandados de prisão preventiva e quinze mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio e sequestro de bens e ativos que podem chegar a cerca de 22 bilhões de reais.
A medida tem como objetivo preservar valores que, segundo a investigação, podem ter origem ilegal e garantir eventual ressarcimento de prejuízos causados a investidores e ao sistema financeiro.
Outras determinações judiciais incluem medidas cautelares, como o afastamento de investigados de funções públicas ou atividades que possam estar relacionadas ao esquema investigado.
Crimes investigados
Segundo a Polícia Federal, o grupo é suspeito de cometer crimes como fraude financeira, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A investigação também apura indícios de obstrução das apurações, incluindo ameaças contra testemunhas, monitoramento de críticos e possíveis invasões a dispositivos informáticos.
Os investigadores analisam ainda a hipótese de tentativa de ocultação de patrimônio por meio de operações financeiras complexas e movimentação de recursos por empresas e fundos de investimento.
Contexto do caso Banco Master
As apurações estão ligadas ao colapso do Banco Master, instituição financeira fundada por Daniel Vorcaro. O banco entrou em crise após investigações sobre irregularidades em operações de crédito e captação de recursos.
Órgãos de controle passaram a analisar a existência de estruturas financeiras utilizadas para sustentar operações sem lastro, o que poderia ter causado prejuízos bilionários.
Autoridades também investigam se recursos provenientes de atividades ilícitas teriam sido incorporados ao sistema financeiro por meio dessas operações.
Investigação em andamento
A Polícia Federal informou que as diligências desta fase da operação são consideradas estratégicas para reunir novas provas e identificar outros possíveis envolvidos no esquema investigado.
Novas informações sobre os resultados da operação e eventuais desdobramentos devem ser divulgadas ao longo do dia pelas autoridades responsáveis pela investigação.
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