A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, 26 de maio de 2026, uma nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga aplicações bilionárias feitas com recursos do Rioprevidência em produtos financeiros ligados ao Banco Master. Entre os alvos da ação está o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.
Segundo a Agência Brasil, a oitava fase da operação apura o envolvimento de Castro em aplicações irregulares de R$ 3,6 bilhões da previdência dos servidores fluminenses em Letras de Crédito e fundos do Banco Master. A ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal e teve cumprimento de mandados no Rio de Janeiro e em Brasília.
A investigação coloca novamente sob pressão a gestão dos recursos previdenciários do estado do Rio de Janeiro. O Rioprevidência é responsável pela administração da previdência de servidores públicos estaduais, aposentados e pensionistas. Por isso, a apuração tem forte impacto político e institucional, já que envolve dinheiro público destinado ao pagamento de benefícios previdenciários.
De acordo com informações publicadas pela Agência Brasil, a PF já investigava aplicações de R$ 2,01 bilhões realizadas a partir de 2024 em fundos do Banco Master, instituição suspeita de fraudes financeiras e liquidada pelo Banco Central em novembro de 2025. Na época dos aportes, o Rioprevidência estava sob a gestão do então governador Cláudio Castro.
A Folha de S.Paulo informou que foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em Brasília. A reportagem também destacou que, segundo decisão do STF, a investigação aponta vínculo próximo entre Castro e Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, como elemento relevante para a apuração dos aportes feitos pelo fundo previdenciário.
A operação amplia o desgaste político no Rio de Janeiro em meio a uma sequência de investigações federais que atingem figuras públicas e setores estratégicos da administração estadual. Nos bastidores, o avanço das apurações aumenta a expectativa sobre possíveis novos desdobramentos envolvendo contratos, investimentos públicos e relações políticas no estado.
Até o momento, as investigações seguem em andamento. Como se trata de fase investigativa, eventuais responsabilidades individuais ainda dependem da análise das provas, manifestação das defesas e decisões do Judiciário.
A defesa de Cláudio Castro tem negado irregularidades em outras ocasiões e, segundo veículos nacionais, afirma que o ex-governador colaborou com os agentes durante o cumprimento dos mandados. O caso permanece sob acompanhamento do Supremo Tribunal Federal.
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