Polícia Federal investiga contratos milionários da Thompson Engenharia em municípios do Espírito Santo. Apuração envolve adesão de atas, recursos federais e possíveis irregularidades em Presidente Kennedy.
A Polícia Federal deflagrou uma operação para apurar contratos milionários firmados pela empresa Thompson Engenharia em municípios do Espírito Santo. A investigação concentra-se no uso recorrente do mecanismo conhecido como “adesão de atas de registro de preços”, modalidade que permite a contratação por meio de licitações realizadas por outros órgãos públicos. O caso foi detalhado no programa Direto da Redação e consta no material enviado pelo usuário .
Segundo as informações apuradas, a operação teve como um dos focos a cidade de Iconha, mas os desdobramentos podem atingir outros municípios, como Presidente Kennedy, Itapemirim, Jerônimo Monteiro e Mimoso do Sul.
A empresa investigada, Thompson Engenharia, tem como atividade principal serviços de infraestrutura e obras. No entanto, conforme documentos e registros citados na apuração, a companhia também teria sido contratada para locação de máquinas e equipamentos pesados em valores considerados elevados.
Em Presidente Kennedy, o total de contratos já faturados pela empresa, segundo os documentos mencionados na investigação, ultrapassaria R$ 90 milhões em um período de 12 meses. Entre os questionamentos estão a capacidade operacional da empresa, a compatibilidade entre os serviços contratados e a estrutura disponível, além da fiscalização da execução contratual.
O mecanismo de adesão de atas vem sendo alvo de críticas por permitir contratações em larga escala sem a realização de novas licitações locais. Em algumas cidades capixabas, essa modalidade passou a concentrar grande parte das contratações públicas.
A presença da Polícia Federal no caso indica a suspeita de utilização de recursos federais, possivelmente provenientes de emendas parlamentares destinadas a obras e serviços municipais. A investigação também pode envolver agentes públicos, empresários e parlamentares.
Até o momento, a Polícia Federal não divulgou detalhes oficiais sobre eventuais prisões ou medidas cautelares. O inquérito segue sob sigilo.
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