Eleito no segundo turno, no dia 30 de outubro, para exercer o terceiro mandato de presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), terá uma tarefa árdua diante de um país dividido.
Um dos principais desafios será contornar as resistências nos estados e no Congresso Nacional, território em que o oponente Jair Bolsonaro (PL), conseguiu fazer maioria parlamentar.
Neste episódio do Podcast Jabuticaba Sem Caroço, produzido pela Sputnik, Bárbara Pereira e Francini Augusto entrevistam Mayra Goulart e Paulo Baía, cientistas políticos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Eles analisam o que o resultado do segundo turno representa para o cenário político nacional. O Podcast é reproduzido na página do Portal VIU!, no Youtube.
Em recente artigo no Diário da Guanabara, o economista Ranulfo Vidigal destaca os dilemas neste cenário pós-eleição. Em um trecho ele destaca:
“Vivemos tempos de transição, entre um governo que patinou na pandemia (Jair Bolsonaro) e, mesmo assim, foi muito bem votado dia 30 último. E outro, também com votação popular intensa e apoio da maioria da classe artística, intelectuais e do chamado centro-democrático, mas agora responsável pelos destinos da Nação (dividida) pelos próximos quatro anos”.
Em artigo também publicado no Diário da Guanabara, o jornalista Roberto Barbosa destaca que o país precisará de segurança jurídica neste cenário de divisão e um Estado presente no fomento aos setores produtivos.
“O Brasil precisará de um Estado presente, que fomente setores vitais para retomar o fluxo de renda e a geração de empregos. De órgãos de controle externo que garantam a segurança jurídica e forças de segurança que mantenham a tranquilidade nas ruas. A pacificação política está na ordem do dia e aos que almejam a guerra, o rigor da lei”, salienta o jornalista em trecho do artigo.
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