O Governo Federal retomou oficialmente o Programa Arroz da Gente, com investimento inicial de R$ 17 milhões voltado ao fortalecimento da agricultura familiar e de comunidades tradicionais. A cerimônia de relançamento aconteceu na quarta-feira (4), na sede da Conab, em Brasília, com a presença do ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Paulo Teixeira, e do presidente da companhia, Edegar Pretto.
A proposta do programa é aumentar a produção de arroz em pequena escala, garantindo acompanhamento técnico, acesso ao crédito, colheitadeiras, armazenamento, sementes crioulas e canais de comercialização. A iniciativa foi inserida no Plano Safra da Agricultura Familiar em 2024 e agora entra em fase de execução.
Na cerimônia, foram firmadas parcerias entre a Conab e órgãos como o Banco do Brasil, Embrapa e o IFRN. O banco oferecerá linhas de crédito do Pronaf; a Embrapa atuará em pesquisas e capacitação para uso de bioinsumos e zoneamento agrícola; e o IFRN será responsável pela formação e gestão de técnicos em campo.
Durante o evento, agentes de acompanhamento começaram a ser capacitados para atuar em dez territórios nos estados de Mato Grosso, Tocantins, Goiás e Minas Gerais. Eles receberam tablets com sistema exclusivo do programa, que será usado para coleta e monitoramento de dados.
Segundo o ministro Paulo Teixeira, a alta no preço do arroz em 2023, quando o pacote de 5 kg chegou a R$ 32, reforçou a necessidade de políticas públicas estruturantes.
“Hoje temos produção em expansão, preços mais baixos e programas que fortalecem nossa segurança alimentar”, afirmou.
O presidente da Conab, Edegar Pretto, ressaltou que o programa nasce com grande alcance e organização
“Vamos garantir que 100% da produção seja comprada e distribuída a quem mais precisa.”
Diversidade e soberania alimentar
O programa também tem foco no resgate de variedades crioulas, que promovem diversidade genética e valorização da cultura alimentar tradicional, sobretudo em regiões como o Nordeste, onde práticas foram sendo abandonadas nas últimas décadas.
“Estamos reconstruindo a capacidade produtiva em comunidades que sempre cultivaram arroz de forma sustentável”, disse Silvio Porto, diretor de Política Agrícola da Conab.
As capacitações seguem até o fim de junho e cobrirão também os estados do Nordeste, Acre, Rondônia, Roraima e Pará. A meta é promover ações adaptadas a cada realidade territorial.
*Da Agência Fonte Exclusiva. Compartilhe esta notícia do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.










